Reviews 25 JUN 2026

Topping DX5 II: o combo DAC/amp que envergonha separados do dobro do preço

Dual ES9039Q2M, 7,6 W por canal, PEQ de 10 bandas e tela colorida por menos de R$ 2.700 — a Topping acertou em cheio.

REVIEWS

Existe um momento na vida de todo audiófilo em que a pergunta surge: vale a pena comprar DAC e amplificador separados, ou um combo resolve? Com o Topping DX5 II, a resposta ficou constrangedoramente clara. Este bloco compacto de alumínio reúne conversão digital-analógica de referência e amplificação com potência de sobra — tudo por um preço que faria qualquer separado na mesma faixa reconsiderar suas escolhas de vida.

Design e construção

O DX5 II é um retângulo de alumínio prateado com uma tela TFT colorida frontal e botões de navegação. Não é bonito no sentido clássico — é funcional, limpo e discreto. A tela Aurora GUI mostra volume, entrada selecionada, taxa de amostragem e o equalizador paramétrico em tempo real. A construção é sólida, sem folgas ou rangidos, e os conectores traseiros (USB-C, óptica, coaxial, XLR, RCA) são todos de boa qualidade.

Recursos

O destaque técnico é o PEQ de 10 bandas implementado diretamente no hardware. Isso significa que você pode ajustar a curva de frequência do seu fone sem depender de software no computador — basta configurar pelo menu na tela. Para quem usa AutoEQ ou segue targets como o Harman 2019, é um recurso transformador. O DX5 II também suporta PCM até 768 kHz em 32 bits, DSD512 nativo e decodificação MQA para quem ainda usa Tidal com esse formato.

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Qualidade sonora

Com os chips dual ES9039Q2M da ESS, o DX5 II mede como um componente de referência. SINAD acima de 120 dB, THD+N abaixo de 0,0001% — números que há cinco anos pertenciam a DACs de US$ 2.000. Mas números não contam toda a história.

Na prática, o som é transparente, neutro e incrivelmente limpo. Não há coloração perceptível — o DX5 II entrega o que está na gravação sem adicionar nem subtrair. Graves são firmes e controlados, médios são lineares e detalhados, e os agudos se estendem sem aspereza. Comparado ao iFi Zen DAC 3, o DX5 II é mais analítico e preciso; o iFi é mais quente e musical. São filosofias diferentes — ambas válidas.

A seção amplificadora X-Hybrid entrega 7.600 mW a 16 Ω — potência absurda que alimenta confortavelmente qualquer fone do mercado, de IEMs ultraeficientes como o Moondrop Kato até planares famintos como o HiFiMAN Susvara. O floor de ruído é baixo o suficiente para IEMs sensíveis não apresentarem hiss.

Para quem é

O Topping DX5 II é para quem quer a melhor relação desempenho-por-real em um combo desktop. Se você não faz questão de Bluetooth embutido (use um dongle) e prioriza medições impecáveis e versatilidade, este é o aparelho a comprar em 2026. Ponto.

O DX5 II é o tipo de produto que torna difícil justificar gastar mais. E isso é o maior elogio possível.

Marcelo — Guia do Áudio

VEREDITO TÉCNICO · GA REVIEW
9,1
/ 10.0
EXCEPCIONAL
RESPOSTA TONAL
Graves
85
Médios
90
Agudos
89
Soundstage
82
Detalhe
92
Conforto
90
FICHA TÉCNICA
TIPODAC/Amp combo desktop
CHIP DACDual ES9039Q2M
AMPLIFICAçãOX-Hybrid triple-stage
POTêNCIA (HEADPHONE)7.600 mW @ 16 Ω
FORMATOSPCM 768 kHz/32-bit, DSD512, MQA
SAíDAS6,35 mm SE, 4,4 mm bal., XLR bal., RCA
ENTRADASUSB-C, óptica, coaxial
PESO690 g
✓ A FAVOR
  • Medições impecáveis — SINAD e THD+N de referência na faixa de preço
  • PEQ de 10 bandas via hardware permite ajuste fino sem software
  • Potência de sobra para qualquer fone, de IEMs sensíveis a planares famintos
  • Interface intuitiva com tela colorida Aurora GUI
× CONTRA
  • Design utilitário — não vai ganhar prêmios de estética
  • Bluetooth ausente — quem quer wireless precisa de dongle
  • Fonte externa inclusa é genérica
⌬ FIM · 2 min de leitura

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