Lançamentos 11 SET 2026

TCL A65K: soundbar de 50mm com tuning Bang & Olufsen e Dolby Atmos 3.1.2 chega ao mercado

Com apenas 5 centímetros de profundidade, a A65K Designer Series aposta na parceria com a B&O e nove drivers para entregar Atmos real em formato ultraslim — mas o preço varia drasticamente entre mercados.

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Soundbars ultrafinas existem aos montes. Soundbars com Dolby Atmos real também. Mas soundbars ultrafinas com Atmos real, subwoofer sem fio e tuning assinado pela Bang & Olufsen por menos de 700 dólares? A TCL A65K Designer Series é uma das poucas que consegue marcar todas essas caixas — literalmente em 50 milímetros de profundidade.

Cinquenta milímetros que importam

Vamos falar do elefante na sala — ou melhor, do elefante que quase não ocupa espaço na sala. A A65K tem apenas 50mm de profundidade. Para colocar em perspectiva, isso é menos que a espessura de muitos controles remotos. É o tipo de medida que faz a soundbar desaparecer embaixo de uma TV montada na parede, que é exatamente o ponto.

A obsessão por espessura mínima em soundbars não é vaidade — é funcionalidade. Barras grossas bloqueiam o receptor de infravermelho da TV, ficam desproporcionais em móveis rasos e chamam atenção para si mesmas em vez de desaparecerem no ambiente. A Samsung já havia entendido isso com a HW-S800D, sua concorrente direta, e a TCL claramente estudou a lição.

Mas slim design traz um problema acústico real: drivers rasos têm menos excursão e, portanto, menos capacidade de mover ar. A solução da TCL foi compensar com quantidade — são nove drivers no sistema 3.1.2, incluindo drivers dedicados voltados para cima para os canais de altura do Dolby Atmos. Em uma barra tão fina, conseguir direcionalidade vertical é um feito de engenharia que merece reconhecimento.

Bang & Olufsen: nome ou substância?

A parceria com a Bang & Olufsen é o selo mais chamativo da embalagem, mas merece um olhar crítico. Parcerias de tuning entre marcas de áudio premium e fabricantes de eletrônicos de massa têm um histórico misto. Às vezes resultam em melhorias genuínas na curva de resposta e no processamento de sinal — como a colaboração Harman Kardon com a BMW. Outras vezes, não passam de um adesivo bonito no gabinete.

No caso da A65K, os primeiros reviews internacionais sugerem que a contribuição da B&O foi além do cosmético. A assinatura sonora é descrita como equilibrada, sem os exageros de graves que marcas como JBL e Sony costumam favorecer em suas soundbars. Se isso é mérito da calibração dinamarquesa ou simplesmente do bom senso da equipe de engenharia da TCL, é impossível saber — mas o resultado importa mais que a atribuição.

Especificações e o que elas significam na prática

O sistema 3.1.2 canais indica três canais frontais (esquerdo, central, direito), um subwoofer sem fio e dois canais de altura. A potência total anunciada é de 460W, embora algumas fontes mencionem 240W de pico — uma discrepância que sugere que o número maior pode incluir processamento digital de sinal, não potência real dos amplificadores. É uma prática comum na indústria e não necessariamente desonesta, mas convém manter as expectativas calibradas.

O subwoofer sem fio é essencial nesta configuração. Uma barra de 50mm simplesmente não tem volume interno para reproduzir graves abaixo de 100Hz com qualquer autoridade. Delegar essa tarefa a um sub dedicado é a decisão correta — e é o que diferencia a A65K de barras ultraslim que tentam fazer tudo sozinhas e acabam não fazendo nada bem.

A conectividade inclui HDMI eARC para áudio de alta resolução da TV e Bluetooth para streaming do celular. O suporte a Dolby Atmos e DTS:X cobre os dois padrões de áudio imersivo mais relevantes, garantindo compatibilidade com praticamente qualquer conteúdo disponível em plataformas de streaming.

A calibração por IA é outro recurso que a TCL destaca. Na prática, isso significa que a barra usa microfones embutidos para analisar a acústica da sala e ajustar automaticamente a equalização. É uma versão simplificada do que sistemas como Sonos Trueplay e Dirac Live fazem — útil, mas provavelmente não tão sofisticada quanto essas referências.

A questão do preço

Aqui mora a confusão. Nos Estados Unidos, a A65K está listada a US$ 699,99. Na Europa, configurações similares da linha aparecem por £249 ou €249 — uma diferença grande demais para ser explicada apenas por impostos e câmbio. É possível que a versão europeia seja uma configuração diferente, talvez sem o subwoofer ou com menos drivers. Antes de comprar, vale verificar exatamente qual SKU está sendo oferecido.

No contexto americano, US$ 700 coloca a A65K em competição direta com a Samsung HW-S800D, que também aposta no perfil ultraslim com Atmos. A Samsung tem a vantagem da integração com o ecossistema SmartThings e do Q-Symphony com TVs da marca. A TCL contra-ataca com o nome da B&O e, potencialmente, com uma assinatura sonora mais refinada.

Para quem faz sentido

A TCL A65K é para quem quer Dolby Atmos real sem uma barra que pareça um tijolo embaixo da TV. O perfil de 50mm, o subwoofer sem fio e os drivers dedicados de altura formam um pacote que faz sentido técnico. A parceria com a B&O adiciona credibilidade, embora não deva ser o único critério de decisão.

Se o preço no Brasil ficar proporcional ao valor americano — e considerando que a TCL tem expandido agressivamente sua presença por aqui — a A65K pode se tornar uma opção muito interessante para quem monta um home theater minimalista sem abrir mão de qualidade sonora. Só não espere milagres de uma barra de cinco centímetros. Mesmo com nove drivers e um selo dinamarquês, física é física.

⌬ FIM · 5 min de leitura

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