Lançamentos 08 OUT 2026

Silent Angel H1: streamer com DAC duplo ES9039Q2M, tela e SSD interno chega por US$ 849

Primeiro produto da linha Lifestyle Hub da Silent Angel, o H1 junta streamer, DAC e servidor de música com slot NVMe para até 8 TB. Não tem HDMI nem entradas analógicas e ainda não tem venda confirmada no Brasil.

Streamer Silent Angel H1 em alumínio preto com tela frontal de 5,5 polegadas exibindo a capa do álbum
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A Silent Angel, marca da Thunder Data conhecida entre audiófilos por switches de rede, servidores de música e fontes lineares, lançou um produto voltado a quem não quer montar uma pilha de aparelhos. O H1 abre a nova categoria “Lifestyle Hub” da empresa e junta streamer, DAC e servidor de música local em um gabinete de alumínio com tela de 5,5 polegadas. O preço anunciado nos Estados Unidos é de US$ 849, e a pré-venda começou em setembro de 2026 pelas revendas autorizadas da América do Norte.

O que tem dentro

Segundo a página oficial, a conversão fica com dois chips ESS Sabre ES9039Q2M. Uma interface XMOS XU316 de terceira geração cuida do USB. O estágio analógico usa seis amplificadores operacionais K-Muse, desenvolvidos pela própria Silent Angel, e dois OPA1612 da Texas Instruments. A fonte tem quatro trilhos independentes: 12 V para a placa principal, ±15 V para o DAC e os op-amps e 5 V para os chips da placa do DAC. A ideia é evitar interferência entre os circuitos. O processamento roda num Rockchip RK3568 de quatro núcleos com 4 GB de DDR4, sob o sistema VitOS, baseado em Linux.

Na ficha técnica, a saída balanceada XLR entrega 4,5 Vrms com relação sinal-ruído de 129 dB a 1 kHz. A saída RCA entrega 2,5 Vrms com 126 dB. São números de fabricante, medidos em condições que a empresa não detalha, e servem mais para situar o aparelho do que para prever o que você vai ouvir. Há também saídas digitais USB (até PCM 32 bits/768 kHz e DSD256) e óptica (até 24 bits/192 kHz). A entrada USB-B permite usar o H1 como DAC de um computador ou celular, com suporte a DSD512 nativo.

Biblioteca local é o foco

O diferencial em relação a streamers mais baratos, como o WiiM Ultra, está no tratamento da coleção própria. O H1 tem slot M.2 NVMe interno para SSD de até 8 TB (opcional, segundo a cobertura especializada), um cartão de 32 GB embutido, duas portas USB 3.0 para discos externos e leitura direta de NAS. O sistema escaneia os arquivos, monta a biblioteca e divide automaticamente álbuns em arquivo único com CUE. A tela, de 1280 x 720 e sem toque, mostra capa, letra e metadados. O controle fica no app VitOS Orbiter, para Android e iOS. A Silent Angel diz que abriu mão do touchscreen para manter o circuito interno mais silencioso.

No streaming, a página oficial lista Spotify Connect, TIDAL Connect, rádio pela internet, AirPlay 2 e DLNA, além de recursos voltados ao mercado chinês, como o QQ Music. Parte da imprensa internacional menciona também Qobuz Connect e Spotify Lossless, mas esses itens não aparecem na ficha oficial que consultamos. Roon Ready não é citado. A conectividade de rede inclui Ethernet gigabit e Wi-Fi 6 de banda dupla.

O que ficou de fora

Não há HDMI eARC, entrada analógica nem pré de phono. Na prática, ele é uma fonte digital completa que precisa de um amplificador integrado ou de caixas ativas com entrada de linha. Quem quer ligar a TV ou um toca-discos no mesmo aparelho deve olhar para outros projetos, como o WiiM Ultra, que tem HDMI ARC e entrada phono. As dimensões são de 280 x 220 x 77,7 mm, com consumo nominal de 25 W.

Preço e disponibilidade

  • Silent Angel H1: US$ 849 nos EUA (cerca de R$ 4.240 em conversão direta aproximada)

A conversão usa a PTAX de fechamento de 07/10/2026 (US$ 1 = R$ 4,99) e não inclui impostos de importação, frete nem margem de varejo. Preços para Reino Unido, Europa e Austrália ainda não foram confirmados. Não há confirmação de venda oficial no Brasil: o localizador de revendas da Silent Angel não lista nenhum ponto no país até a publicação deste texto.

Nossa leitura

O H1 ocupa um espaço que tem pouca oferta: acima dos streamers de entrada e bem abaixo dos servidores audiófilos de vários mil dólares, com armazenamento interno e tela grande. Para quem tem uma coleção grande de FLAC e DSD e não quer depender de um PC ligado, a proposta faz sentido. As dúvidas são o software e o suporte de longo prazo, pontos em que marcas de nicho costumam tropeçar. Se você ainda está decidindo que tipo de aparelho precisa, nosso guia para escolher um streamer de áudio ajuda a separar as categorias, e a análise do WiiM Ultra serve de comparação direta.

Fontes

⌬ FIM · 4 min de leitura

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