Lançamentos 25 OUT 2026

Schiit Mani 3: pré de phono MM/MC ganha controles frontais e até 60 dB de ganho pelos mesmos US$ 149

A terceira geração do pré de phono de entrada da Schiit troca as DIP switches por botões no painel, adota op-amps AD4898 e promete mais precisão RIAA, sem mudar o preço.

Pré-amplificador de phono Schiit Mani 3 preto, visto em ângulo frontal, com LEDs MM/MC, botão central e indicadores de ganho no painel
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O pré de phono mais popular da Schiit acaba de ganhar a terceira geração sem subir de preço. Em 21 de outubro de 2026, a fabricante texana anunciou o Mani 3, que continua custando US$ 149, como o Mani 2, mas troca as chavinhas escondidas embaixo do gabinete por controles no painel frontal, ganha supervisão por microprocessador e relés selados, e promete números de ruído e distorção melhores. Segundo o comunicado oficial da Schiit, ele já está disponível em schiit.com para envio imediato.

O que mudou em relação ao Mani 2

A mudança mais visível é de uso. No Mani 2, trocar o ganho ou alternar entre cápsula de ímã móvel (MM) e bobina móvel (MC) exigia virar o aparelho e mexer em DIP switches. No Mani 3, ganho e carga MM/MC passam para botões frontais, com LEDs indicando o ganho escolhido. Os relés selados fazem a comutação, e o microprocessador cuida da sequência. A ecoustics lembra que a saída é silenciada brevemente na troca de ganho, mas a Schiit ainda recomenda baixar o volume do amplificador antes de mexer.

Por dentro, os amplificadores operacionais OPA1612 do antecessor dão lugar a AD4898, da Analog Devices, com rede RIAA passiva (capacitores de filme com 2% de tolerância e resistores de filme fino a 0,1%), topologia acoplada em DC e um servo DC (OP07) reajustado. A fonte é linear, com transformador externo de 16 VAC e trilhos regulados de ±17,5 V, contra ±16 V no modelo anterior, segundo a ecoustics.

Especificações declaradas

Pela página oficial do Mani 3:

  • Ganho selecionável: 30, 40, 50 ou 60 dB;
  • Carga MM: 47 kΩ / 50 pF; carga MC padrão: 100 Ω / 50 pF, com ajuste por DIP switch de 10, 50 ou 100 Ω e 50, 100, 150 ou 200 pF;
  • Precisão RIAA: ±0,15 dB de 20 Hz a 20 kHz (o Mani 2 declarava ±0,2 dB);
  • Relação sinal-ruído: acima de 108 dB com 30 dB de ganho, acima de 100 dB com 40 dB, acima de 95 dB com 50 dB e acima de 87 dB com 60 dB (ponderação A, referência 2 V RMS);
  • THD: abaixo de 0,0005% (30 dB) a abaixo de 0,002% (60 dB), ponderação A, referência 2 V RMS;
  • Margem de sobrecarga acima de 20 dB em todos os ganhos;
  • Filtro de baixa frequência passivo em 15 Hz, com bypass ou inclinação de 6 ou 12 dB/oitava;
  • Impedância de saída de 75 Ω, consumo de 4 W, 12,7 x 8,9 x 3,2 cm e cerca de 450 g;
  • Garantia de 3 anos.

Dois cuidados na leitura. Primeiro, os números de ruído pioram conforme o ganho sobe, como em qualquer pré de phono: quem usa MC de saída muito baixa, a 60 dB, deve olhar para os 87 dB, não para os 108 dB da propaganda. Segundo, tudo isso é medição declarada pela própria Schiit, ainda sem verificação independente que tenhamos encontrado.

Para quem faz sentido

O Mani sempre foi a porta de entrada para quem tem toca-discos sem pré embutido ou quer fugir do estágio de phono genérico de um receiver. A terceira geração mantém esse papel e amplia a flexibilidade: os 60 dB atendem boa parte das cápsulas MC de baixa saída, e o ajuste de capacitância ajuda a casar MMs mais exigentes. Na própria página, a Schiit admite os limites: não há entrada nem saída balanceada, e algumas MCs de saída extremamente baixa podem pedir mais de 60 dB de ganho.

A concorrência direta citada pela ecoustics inclui o U-Turn Pluto 2 (US$ 129, só MM) e o iFi ZEN Phono 3 (US$ 249, com saída balanceada e até 72 dB). Na faixa acima, o recém-anunciado Audiolab PPA7 soma Bluetooth e gravação USB, mas custa bem mais. Na nossa opinião, o Mani 3 é o tipo de atualização que melhora o uso diário sem inflar o preço, o que é raro em 2026. Se ainda tem dúvidas sobre MM, MC e ganho, o guia como escolher um pré-amplificador de phono explica o básico.

Preço e Brasil

O Mani 3 sai por US$ 149 na loja da Schiit, que oferece fontes com plugues dos EUA, Europa, Reino Unido e Austrália. Não há distribuidor nem preço oficial anunciado para o Brasil até 25 de outubro de 2026; quem importar deve somar frete e impostos e escolher a fonte compatível com a tensão local (a Schiit vende versões de 115 V e 230 V).

Fontes

Para entender a origem da marca, veja a história da Schiit.

⌬ FIM · 4 min de leitura

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