Reviews 21 AGO 2026

Sonos Ray: a soundbar compacta que prioriza diálogos e ecossistema — mas cobra caro pela entrada ao mundo Sonos

Com 55 cm de largura, Trueplay e acesso ao ecossistema multiroom da Sonos, a Ray é a soundbar de entrada da marca — mas sem HDMI, sem Atmos e sem Bluetooth.

REVIEWS

A Sonos Ray existe para responder uma pergunta simples: qual o mínimo necessário para entrar no ecossistema Sonos? A resposta é uma soundbar de 55,7 cm que cabe embaixo de praticamente qualquer TV, reproduz diálogos com clareza cirúrgica e transforma sua sala num ponto de um sistema multiroom. Mas o caminho para chegar até ela tem pedágios — a começar pela ausência de HDMI.

Construção e instalação

A Ray é a soundbar mais compacta que a Sonos já fez: 557 × 70 × 93 mm e apenas 1,9 kg. Disponível em preto ou branco fosco, o design é discreto e minimalista — a marca registrada da Sonos. A construção é sólida, sem excessos visuais.

A conexão com a TV é exclusivamente por cabo óptico (TOSLINK). Sem HDMI, sem eARC, sem Bluetooth. A ausência de HDMI é o primeiro ponto de atrito: significa que o sinal Dolby Atmos e DTS:X nunca chegam à barra — ela decodifica no máximo Dolby Digital 5.1 e DTS Digital Surround.

Som: diálogos impecáveis, graves tímidos

Os quatro drivers (dois mid-woofers elípticos e dois tweeters com guias de onda) são alimentados por quatro amplificadores Classe-D de 50W no total. A configuração prioriza clareza vocal — e entrega isso com excelência.

Os diálogos são o ponto alto absoluto. Vozes saltam da tela com presença e inteligibilidade que a maioria das TVs jamais oferecerá. O modo Speech Enhancement melhora ainda mais a clareza para quem tem dificuldade com diálogos em meio a trilhas sonoras barulhentas. O Night Sound comprime a dinâmica para sessões noturnas sem incomodar vizinhos.

O problema está nos graves. Para uma soundbar de 1,9 kg e 55 cm, simplesmente não há volume de ar suficiente para produzir impacto cinematográfico. Explosões soam contidas, trilhas sonoras perdem dramaticidade. A Sonos sabe disso e oferece expansão via Sub Mini — mas isso mais que dobra o investimento.

O campo sonoro é relativamente estreito para o formato. Não espere a imersão lateral que soundbars maiores oferecem.

Ecossistema e streaming

É aqui que a Ray justifica sua existência. Através do Wi-Fi, ela acessa diretamente Spotify, Apple Music, Tidal, Deezer, Amazon Music e TuneIn via app Sonos — sem depender do Bluetooth ou do celular. O AirPlay 2 funciona nativamente. E a integração com outros produtos Sonos é transparente: adicione um Sub Mini e duas Sonos Era 100 para ter um sistema surround completo.

A calibração Trueplay (disponível apenas via dispositivo iOS) analisa a acústica do ambiente e ajusta a equalização automaticamente. É eficaz — especialmente em salas com muita reflexão.

Veredito

A Sonos Ray é uma soundbar de diálogos. Se o objetivo é ouvir notícias, séries e filmes com falas claras em TVs de 32 a 55 polegadas, ela entrega isso com maestria. Como ponto de entrada para o ecossistema multiroom da Sonos, também faz sentido. Mas sem HDMI, sem Atmos e sem Bluetooth, o investimento de R$ 2.500+ no Brasil exige clareza sobre o que você está comprando — e sobre o que vai precisar adicionar depois.

VEREDITO TÉCNICO · GA REVIEW
7,5
/ 10.0
BOM
RESPOSTA TONAL
Graves
50
Médios
88
Agudos
78
Soundstage
55
Detalhe
75
Conforto
82
FICHA TÉCNICA
DRIVERS2× mid-woofer elíptico + 2× tweeter com guia de onda
AMPLIFICAçãO4× Classe-D (50W total)
FORMATOS DE áUDIOStereo PCM, Dolby Digital 5.1, DTS Digital Surround
CONEXãO TV1× óptica (TOSLINK) — sem HDMI
WI-FI802.11 b/g/n (2,4 GHz)
STREAMINGAirPlay 2, Spotify Connect, Tidal, Apple Music, Deezer
CALIBRAçãOTrueplay (requer iOS)
DIMENSõES557 × 70 × 93 mm
PESO1,9 kg
BLUETOOTHNão possui
DOLBY ATMOSNão suporta
✓ A FAVOR
  • Clareza vocal excepcional — diálogos impecáveis com Speech Enhancement
  • Design ultra-compacto (55,7 cm) que cabe sob qualquer TV
  • Ecossistema Sonos completo com streaming nativo e AirPlay 2
  • Trueplay para calibração automática de sala
× CONTRA
  • Sem HDMI e sem eARC — apenas conexão óptica com a TV
  • Sem Dolby Atmos — decodifica no máximo Dolby Digital 5.1
  • Graves muito limitados — impacto cinematográfico exige Sub Mini adicional
⌬ FIM · 3 min de leitura

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