A Bose sempre soube fazer som que impressiona logo nos primeiros segundos. A SoundLink Max, lançada em junho de 2024, é a caixa portátil mais ambiciosa da marca — maior que a Flex, mais refinada que qualquer Revolve, e com um palco sonoro que faz você esquecer que está ouvindo uma caixa de 2,1 kg. Mas a R$ 4.000 no Brasil, a expectativa também é proporcional.
Design e construção
A SoundLink Max abandona o visual orgânico da linha Revolve e adota um formato retangular com cantos arredondados que lembra um boombox minimalista. O corpo em alumínio anodizado com grade de aço inoxidável transmite qualidade premium — pegar a caixa na mão confirma a impressão visual. A alça de corda removível é elegante e funcional.
Com certificação IP67, suporta poeira e imersão em até 1 metro de água por 30 minutos. O peso de 2,1 kg é gerenciável para transporte, embora não seja uma caixa de bolso.
Qualidade de som
Aqui a Bose mostra por que cobra o que cobra. O som é extraordinariamente amplo para o tamanho — a sensação é de que o som vem de uma fonte muito maior do que a caixa sugere. Os graves são densos e controlados, sem aquele boom artificial que muitas concorrentes usam para impressionar. Os médios são o ponto forte: vocais soam presentes e naturais, com uma textura que poucas caixas portáteis conseguem reproduzir.
O codec aptX Adaptive é um bônus real para quem tem smartphone Android compatível, oferecendo qualidade superior ao SBC e AAC padrão. A entrada auxiliar P2 de 3,5 mm é uma adição bem-vinda para conexão com fio.
Em volumes altos, a caixa mantém a compostura melhor que a maioria, embora haja um endurecimento perceptível acima de 85% do volume. É um compromisso, não um defeito.
Bateria
As 20 horas prometidas se confirmam em uso real com volume moderado — cerca de 17 horas em 70% do volume. O ponto fraco é o carregamento: até 5 horas para carga completa via USB-C é lento demais em 2026. Não há função powerbank.
Veredito
A Bose SoundLink Max é a melhor caixa Bluetooth portátil que a Bose já fez, e uma das melhores do mercado em qualquer marca. O som é refinado, expansivo e honesto. O preço de R$ 4.000 no Brasil assusta, mas quem prioriza qualidade sonora sobre volume bruto encontra aqui um nível de sofisticação raro em caixas portáteis. O carregamento lento é o único pecado real.