A Marshall acaba de anunciar a quarta geração de duas das caixas domésticas mais reconhecíveis do mercado: a Stanmore IV e a Acton IV. Os novos modelos mantêm o visual de amplificador vintage que é marca registrada da empresa, mas por dentro tudo mudou: Bluetooth 5.3 com Auracast, codec LDAC, botão “M” programável para playlists e — talvez o mais significativo — design pensado para reparo e substituição de peças pelo próprio usuário.
O que muda na Stanmore IV
A Stanmore IV, a maior das duas, traz um woofer de 5 polegadas com waveguides redesenhados flanqueado por dois tweeters de 0,75 polegada. A amplificação é Class D: 60W para o woofer e 25W para cada tweeter. O gabinete usa madeira certificada FSC, e peças como knobs, pés e grade são substituíveis — uma resposta direta ao movimento de direito ao reparo que ganha força na Europa.
O Auracast é a novidade mais importante para o ecossistema: permite vincular múltiplas caixas Marshall (e potencialmente de outras marcas compatíveis) numa mesma transmissão Bluetooth, sem a limitação de protocolos proprietários. Combinado com o LDAC para qualidade hi-res em conexões ponto-a-ponto, a conectividade dá um salto geracional.
As entradas físicas AUX e RCA são mantidas — um aceno aos usuários de toca-discos e equipamentos analógicos. O app Marshall permite equalização personalizada e calibração de posicionamento na sala.
Acton IV: compacta com mesma tecnologia
A Acton IV segue a mesma fórmula em corpo menor, com drivers proporcionalmente reduzidos mas o mesmo conjunto de recursos: Auracast, LDAC, Bluetooth 5.3, botão M e componentes substituíveis. É a opção para quartos, escritórios e espaços menores.
Preços e disponibilidade
A Stanmore IV sai por US$ 399,99 e a Acton IV por US$ 299,99, ambas nas cores Black e Cream. No Brasil, considerando o histórico de preços Marshall, espere algo entre R$ 2.500 e R$ 3.500 para a Stanmore IV e R$ 1.800 e R$ 2.500 para a Acton IV quando chegarem ao mercado nacional.
É a primeira grande renovação da linha doméstica Marshall em anos, e o foco em repairability e Auracast mostra que a empresa está olhando para frente — não só para o som, mas para a longevidade dos produtos.