A KEF tem um problema bom: a LSX II é uma das melhores caixas ativas compactas do mundo, mas seu preço afasta muita gente. A solução foi a LSX II LT — “LT” de Lite. A pergunta de todo mundo: o que foi cortado? E a resposta é a parte mais interessante deste produto.
O que saiu — e o que ficou
Saiu o controle remoto, a tela frontal e a saída dedicada para subwoofer. A conexão entre as duas caixas, que na versão cheia podia ser wireless, aqui é só por cabo. O que ficou é o que importa: o driver coincidente Uni-Q de 11ª geração, a amplificação de 100 W por caixa, a plataforma de streaming W2 completa e a resolução de até 384 kHz. A KEF cortou o supérfluo e blindou a engenharia acústica.
Como soa
O Uni-Q posiciona o tweeter no centro acústico do woofer, e o efeito é uma imagem estéreo de uma precisão quase irritante de tão boa. Vozes ficam ancoradas no centro, instrumentos ocupam posições nítidas e o palco se estende para além das caixas. Os médios e agudos são de uma classe que você não espera nesse preço. O limite, como sempre em caixas pequenas, é a extensão de grave — em salas grandes, um subwoofer faria diferença (e aqui está a ironia: a LT não tem saída de sub).
A LSX II LT é uma aula de como cortar custo sem cortar alma. O que ficou é puro KEF.
Tiago, Guia do Áudio
Vale a pena?
Se você controla tudo pelo celular (e quase todo mundo controla), não vai sentir falta do controle remoto nem da tela. Por volta de R$ 9.999, a LSX II LT entrega 90% da experiência da irmã mais cara. Para uma sala pequena ou média e um ouvinte que prioriza música, é uma das compras mais inteligentes do segmento.