Lançamentos 07 OUT 2026

Andover-One DD: toca-discos direct drive de US$ 999 tem braço de carbono, cápsula Audio-Technica e parada automática

A marca de Boston, famosa pelos sistemas de vinil tudo em um, lança seu primeiro toca-discos de componente topo de linha, com tração direta, 78 rpm e automação óptica.

Toca-discos Andover-One DD em preto fosco, com prato de alumínio, braço reto de fibra de carbono e tampa protetora
LANÇAMENTOS

A Andover Audio, fabricante de Boston conhecida pelos sistemas de vinil “tudo em um” da linha Spinbase e SpinPlay, resolveu entrar no território dos componentes de verdade. O Andover-One DD, anunciado em 1º de outubro de 2026, é um toca-discos de tração direta (direct drive) de US$ 999 que vem com braço de fibra de carbono, cápsula Audio-Technica instalada de fábrica e um detalhe que costuma dividir audiófilos: operação semiautomática. É, nas palavras da própria marca, o toca-discos de componente de maior desempenho que ela já fez.

O que é o Andover-One DD

Até aqui, a Andover vendia sobretudo conveniência: toca-discos com caixas e amplificação integradas, pensados para quem quer pôr um disco para tocar sem montar um sistema. O DD vai na direção oposta. Ele não tem pré-amplificador de phono embutido — a saída é phono em RCA, e cabe ao dono ligar o aparelho a um pré de phono dedicado ou a um amplificador/receiver com entrada phono. A empresa diz que ele combina com a base de caixas Andover-One SB, mas também com um sistema hi-fi tradicional.

O argumento central, exposto no texto de lançamento publicado no blog da marca, é acabar com a escolha entre “o som puro de um toca-discos audiófilo totalmente manual” e “a conveniência do dia a dia de um toca-discos automático”. Daí a automação óptica: o aparelho tem partida automática e parada no fim do disco por sensor óptico, sem mecanismo que encoste no braço.

Especificações declaradas

Segundo a página oficial do produto e o comunicado de lançamento, estes são os números do Andover-One DD:

Preço e disponibilidade

O preço sugerido é de US$ 999, com venda direta no site da Andover e em revendedores selecionados nos Estados Unidos; a loja oficial indica envio a partir da semana de 5 de outubro de 2026. A marca não divulgou preços em euro ou libra e não há qualquer anúncio de lançamento oficial no Brasil — por aqui, quem quiser o modelo dependerá de importação, com frete e impostos que tendem a encarecer bastante a conta.

Opinião da redação

O Andover-One DD chega a uma faixa disputadíssima. Perto dos US$ 1.000 vivem alguns dos toca-discos mais recomendados do mercado, de modelos belt drive europeus a direct drives de inspiração DJ. O que a Andover tenta oferecer de diferente é a combinação de tração direta (sem correia para trocar ou esticar), automação de partida e parada e um braço de carbono com ajustes completos — algo raro de ver junto.

A escolha da cápsula faz sentido. A série VM da Audio-Technica é bem considerada e, sobretudo, tem um ecossistema de agulhas de reposição e upgrade. Somado ao headshell removível no padrão SME, isso dá ao dono um caminho fácil para experimentar outras cápsulas sem refazer todo o alinhamento do zero. Ainda assim, vale ajustar com cuidado a força de trilhagem e o anti-skating ao trocar de cápsula — temos um passo a passo sobre isso.

Também é bom ver o suporte a 78 rpm, útil para quem tem discos de goma-laca (para tocá-los corretamente, porém, o ideal é uma agulha específica para 78, não a que vem instalada). E a ausência de pré de phono é coerente com a proposta de componente: obriga um gasto extra, mas dá liberdade para escolher. Se esse é o seu caso, veja nossa lista de pré-amplificadores de phono até R$ 1.500.

O ponto de interrogação é o desempenho real. Os números declarados de precisão de velocidade e wow & flutter são corretos, mas não excepcionais para um direct drive, e o que vai definir o lugar do DD é a qualidade do isolamento do plinto e o comportamento do braço — coisas que só medições e avaliações independentes podem mostrar. Até lá, ele é uma novidade interessante de uma marca que, finalmente, decidiu conversar com o público hi-fi tradicional.

Fontes

⌬ FIM · 4 min de leitura

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