Lançamentos 26 SET 2026

Audioengine A2+ Gen 3: caixinhas de mesa clássicas ganham classe D e aptX Adaptive

A terceira geração do A2+ mantém o tamanho compacto, troca a amplificação por classe D e adiciona aptX Adaptive, por US$ 299. Ainda sem previsão oficial para o Brasil.

Caixas ativas Audioengine A2+ Gen 3 em diferentes cores lado a lado
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A Audioengine mexeu no produto que praticamente define a categoria de caixinhas ativas para mesa de computador. Anunciado em 22 de setembro de 2026, o A2+ Gen 3 mantém o tamanho compacto e os alto-falantes que fizeram a fama do modelo, mas troca a amplificação classe AB por classe D, ganha suporte a aptX Adaptive no Bluetooth e chega por US$ 299 o par nos Estados Unidos, US$ 20 a mais que a geração anterior.

O que muda no A2+ Gen 3

A receita básica continua a mesma: um par de caixas bookshelf em miniatura, uma ativa (a esquerda, que concentra amplificação e entradas) e outra passiva, cada uma com tweeter de cúpula de seda de 0,75 polegada e woofer de fibra de aramida de 2,75 polegadas. A resposta de frequência declarada segue em 65 Hz a 22 kHz (±2 dB), e as medidas continuam em cerca de 15 x 10 x 13 cm por caixa.

A mudança mais relevante está por dentro. Segundo a Audioengine, o antigo amplificador duplo classe AB deu lugar a um projeto classe D, mais eficiente e que esquenta menos. Na ficha publicada pela ecoustics, a potência sobe para 20 W RMS por canal em 4 ohms (contra 15 W RMS da geração 2025), com 30 W de pico por canal. Vale a ressalva: a própria página de venda da marca ainda lista 15 W RMS, então é bom esperar a ficha definitiva antes de tomar esse número como certo.

No Bluetooth, o chip Qualcomm QCC3040 passa a trabalhar com aptX Adaptive, codec que ajusta a taxa de transmissão conforme o conteúdo e a interferência do ambiente, além de aptX HD, aptX, AAC e LC3. Com fio, o conjunto oferece entrada USB-C com DAC de 24 bits/48 kHz, entrada analógica P2 (3,5 mm), par de RCA e saída para subwoofer.

Principais especificações

  • Alto-falantes: tweeter de seda de 0,75″ e woofer de aramida de 2,75″ por caixa
  • Amplificação: classe D (antes, classe AB)
  • Resposta de frequência: 65 Hz a 22 kHz (±2 dB), segundo o fabricante
  • Entradas: USB-C (24 bits/48 kHz), P2 3,5 mm, RCA e Bluetooth 5.3
  • Codecs Bluetooth: aptX Adaptive, aptX HD, aptX, AAC e LC3
  • Saída: subwoofer
  • Peso: 1,72 kg (ativa) e 1,51 kg (passiva)
  • Cores: preto fosco, verde fosco, amarelo Limoncello brilhante, branco piano brilhante e vermelho brilhante

Preço e disponibilidade

O A2+ Gen 3 custa US$ 299 e já está à venda no site da Audioengine e na Amazon americana, segundo a Gear Patrol e a ecoustics (setembro de 2026). A geração anterior foi lançada por US$ 279. Não há anúncio de distribuição oficial no Brasil. Hoje, as versões anteriores do A2+ aparecem por aqui apenas em marketplaces e importadores, e é provável que o Gen 3 siga o mesmo caminho, com o preço final pesando bastante por causa de impostos e frete.

Por que importa

O A2+ é aquele produto que vive nas listas de recomendação há mais de uma década porque resolve um problema real: colocar som decente numa mesa de trabalho sem ocupar espaço e sem obrigar ninguém a montar um sistema com amplificador separado. O presidente da Audioengine, Nate Rodriguez, resumiu bem a proposta ao dizer que as pessoas querem música soando bem “sem transformar a audição num projeto”.

Nesse contexto, a troca para classe D é mais importante do que parece. Caixas ativas pequenas sofrem com calor e com fontes limitadas, e um amplificador mais eficiente tende a render melhor controle dos woofers em volumes mais altos. O aptX Adaptive, por sua vez, é um ganho concreto para quem usa celular Android com Snapdragon, embora faça pouca diferença para quem está no ecossistema da Apple, que continua preso ao AAC.

A tecnologia muda, mas o motivo pelo qual as pessoas compram um A2+ não mudou muito.

Nate Rodriguez, presidente da Audioengine, em comunicado citado pela ecoustics

Há, porém, limites que a Audioengine preferiu não atacar. O A2+ Gen 3 continua sem entrada HDMI ARC e sem pré de phono, então não serve como substituto simples de soundbar nem aceita um toca-discos direto. E o DAC USB segue limitado a 48 kHz, o que não chega a ser problema audível, mas soa conservador perante concorrentes como a Edifier e a própria WiiM, que já entregam mais conectividade na mesma faixa de preço.

Na nossa leitura, é uma atualização evolutiva e sensata, não uma revolução. Para quem tem um A2+ de gerações anteriores funcionando bem, não há motivo forte para trocar. Para quem está montando um setup de mesa do zero e consegue comprar lá fora, continua sendo uma das opções mais bem resolvidas do segmento, desde que se aceite que a extensão de graves de uma caixa com woofer de 2,75 polegadas tem limite, e que a saída de subwoofer existe justamente para isso.

⌬ FIM · 4 min de leitura

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