Lançamentos 21 OUT 2026

Acoustic Energy AE2 40th Anniversary chega às lojas: o “irmão maior” do AE1 volta com dois woofers de 125 mm

A caixa de estante britânica, de produção limitada, entra no varejo europeu em outubro por £ 2.500 o par, com arranjo MTM, tweeter de alumínio e gabinete com chapas de aço.

Par de caixas Acoustic Energy AE2 40th Anniversary pretas em pedestais numa sala de estar
LANÇAMENTOS

Nos anos 1980 e 1990, poucas caixas pequenas tinham a fama de “tocar grande” como as Acoustic Energy de cone de alumínio. A AE1 virou lenda, e a AE2 era a irmã mais ambiciosa, com dois woofers. Agora a marca britânica traz a AE2 de volta na série de 40 anos: a AE2 40th Anniversary, anunciada em julho, começa a chegar às lojas europeias em outubro de 2026, em produção por tempo limitado.

O que é a AE2 40th Anniversary

Segundo o anúncio oficial da Acoustic Energy, publicado em 9 de julho de 2026, a nova AE2 usa os mesmos alto-falantes desenvolvidos para a AE1 40th Anniversary, mas num arranjo MTM deslocado (woofer, tweeter, woofer, com o tweeter fora do eixo central). A inspiração declarada é a AE2 Signature dos anos 1990. A marca afirma que o modelo tem mais extensão de graves, mais margem dinâmica (headroom) e menos distorção na região média do que a AE1 40th Anniversary; são alegações do fabricante, ainda sem medições independentes publicadas que consultamos.

Ficha técnica declarada

Dados da página oficial do produto:

  • Configuração: 2 vias, MTM deslocado
  • Tweeter: domo de alumínio anodizado de 29 mm, com bobina maior e refrigeração/amortecimento por ferrofluido
  • Médio-graves: 2 cones de alumínio repuxado e anodizado de 125 mm, com camada cerâmica dura nos dois lados
  • Resposta de frequência: 35 Hz a 45 kHz (±6 dB)
  • Sensibilidade: 88 dB/m com 2,83 V
  • Impedância nominal: 6 ohms
  • Potência admissível (power handling): 200 W, segundo a ficha
  • Corte do crossover: 2,2 kHz, filtros de baixa ordem
  • Gabinete: material RSC de camada restrita (HDF/betume) de 18 a 32 mm, reforçado, com chapas de aço de 3 mm e três dutos reflex
  • Dimensões e peso: 385 x 235 x 315 mm (A x L x P); 14,5 kg cada
  • Acabamentos: preto alto brilho (dez camadas) ou lâmina de nogueira

Dois cuidados de leitura. Primeiro, a resposta de 35 Hz vem com tolerância de ±6 dB, uma janela larga; não é o mesmo que dizer que a caixa entrega 35 Hz em nível pleno. Segundo, os 200 W são a potência que a caixa suporta segundo o fabricante, não uma exigência de amplificador. A ficha também não publica a impedância mínima, então a impedância nominal de 6 ohms, sozinha, não basta para chamar a caixa de carga fácil. Os 88 dB com 2,83 V são um número intermediário: amplificadores integrados de boa qualidade e potência moderada costumam ser o ponto de partida, mas o casamento depende da sala e do volume pretendido.

Preço e disponibilidade

O preço sugerido no Reino Unido é de £ 2.500 o par. A página do produto informa disponibilidade na Ásia e, a partir de outubro de 2026, na Europa, sempre como série limitada. A StereoNET (fonte secundária) cita AU$ 4.950 na Austrália. Não há distribuição oficial anunciada no Brasil; em conversão direta, £ 2.500 passam de R$ 17 mil sem impostos.

Para que sala ela foi pensada

A própria Acoustic Energy posiciona a AE2 para ambientes de 25 m² ou mais, com a escala de uma torre pequena e a flexibilidade de uma caixa de estante. Na prática, isso pede pedestal firme e algum espaço da parede traseira, já que são três dutos reflex. Se você vai montar o sistema, nosso guia de posicionamento de caixas estéreo ajuda, e o ranking de bookshelf passivas mostra alternativas vendidas no Brasil.

Não é simplesmente uma AE1 maior; é uma caixa que homenageia um dos modelos mais respeitados da nossa história.

Mat Spandl, diretor-geral da Acoustic Energy, no anúncio oficial

Nossa leitura

A volta da AE2 é mais do que nostalgia: arranjo MTM com dois woofers pequenos de alumínio é uma receita conhecida para caixas de estante que precisam encher salas maiores sem virar torre. O preço, porém, a coloca em território disputado na Europa, e a produção limitada deve torná-la item de colecionador antes mesmo de chegar a outros mercados. Para o leitor brasileiro, por enquanto, é uma notícia para acompanhar, não uma compra.

Fontes

⌬ FIM · 4 min de leitura

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