O Eris 3.5 pertence à família que a própria PreSonus chama de seus monitores de estúdio mais vendidos, e a segunda geração manteve a receita: um par compacto, com woofer de 3,5 polegadas, tweeter de domo de seda de 1 polegada e amplificação classe AB embutida. Custa US$ 99,99 na loja da própria PreSonus nos Estados Unidos. No Brasil, a conta é outra: na Amazon, o par aparecia por R$ 1.193,66 em 06/11/2026, em anúncio importado com taxas incluídas. Esta é uma análise da ficha técnica. Não ouvimos as caixas. O objetivo é mostrar o que o fabricante promete, o que fica sem resposta nos números e para quem o par faz sentido nesse preço.
O que é o Eris 3.5 2nd Gen
A PreSonus chama o Eris 3.5 de “media reference monitor”, um monitor de referência para multimídia. O público é o home studio de quarto, quem edita vídeo e quem quer algo melhor que caixinhas de PC. A segunda geração chegou em 2023, quando a marca reorganizou a família Eris, como registrou a MusicRadar (cobertura secundária). Na nova linha, o 3.5 é o modelo de entrada sem Bluetooth. O Eris 3.5BT acrescenta Bluetooth 5.0 e sai por US$ 129,99 na loja americana da marca.
Como em quase todo par desse tamanho, só uma das caixas é ativa. Segundo o manual da série Eris, a caixa ativa concentra entradas, controles, fonte e amplificação. Ela alimenta a passiva por um cabo de alto-falante de fio desencapado (vem um de 2 m na caixa). A PreSonus recomenda deixar a ativa à esquerda. Se preferir os controles à direita, inverta também as entradas.
Ficha técnica, item por item
- Configuração: 2 vias, ativa, gabinete de MDF revestido de vinil (dados da página oficial do produto).
- Alto-falantes: woofer de 3,5″ em compósito de fibra de vidro trançada e tweeter de 1″ de domo de seda. Crossover em 2,8 kHz.
- Amplificação: 25 W por lado, classe AB (o que implica mais calor dissipado que classe D; deixe espaço para ventilar atrás).
- Resposta de frequência: 80 Hz a 20 kHz, segundo o manual.
- SPL de pico: 98 dB a 1 metro.
- Entradas: par de P10 TRS balanceadas e par de RCA não balanceadas na traseira, mais P2 estéreo auxiliar no painel frontal.
- Saída de fone: P2 frontal, com o volume ligado ao mesmo knob das caixas. Plugar o fone silencia as caixas.
- Ajustes acústicos: High (shelf de ±6 dB acima de 10 kHz) e Low (±6 dB em torno de 100 Hz).
- Proteções: interferência de RF, limitação de corrente na saída, sobretemperatura, transientes de liga/desliga e filtro subsônico.
- Dimensões: 210 x 140,5 x 164 mm (A x L x P) por caixa.
O que os números dizem, e o que não dizem
Potência: 25 W de quê?
A página do produto fala em 25 W por lado. A tabela do manual lista “LF Amplifier Power 25W” e “HF Amplifier Power 25W”. Nenhuma das duas informa se o valor é contínuo (RMS), em qual impedância ou com qual distorção harmônica. Sem essas condições, 25 W não se compara de forma honesta com o número de outra marca. Também não dá para cravar quanto volume limpo o par entrega. O dado mais útil aqui é o SPL de pico de 98 dB a 1 m. Ele é um teto de pico, não um nível que a caixa sustenta por horas, mas mostra o porte do produto: é um monitor de campo próximo para tocar a um metro de você, não para encher uma sala.
Grave: 80 Hz sem tolerância
O manual informa 80 Hz a 20 kHz, mas não diz com qual tolerância (±3 dB, −10 dB etc.). Por isso, o número não revela exatamente onde o grave começa a cair. Ainda assim, um woofer de 3,5″ em gabinete pequeno não vai reproduzir com peso a primeira oitava de um bumbo eletrônico. Quem produz música eletrônica ou hip-hop vai precisar de subwoofer ou de checar o grave no fone. A PreSonus sugere justamente o Eris Sub 8BT para montar um 2.1. O controle Low de ±6 dB ajuda a compensar caixa encostada na parede, que reforça o grave, ou no meio da mesa. Não faz milagre no limite inferior.
Conexões: o ponto forte
TRS balanceado é raro nessa faixa, e o manual da própria PreSonus recomenda cabos balanceados para reduzir ruído induzido. Ligado a uma interface de áudio, o Eris 3.5 fica no mesmo padrão de conexão de monitores maiores. A entrada P2 frontal soma com as traseiras, então dá para deixar o PC ligado atrás e plugar o celular na frente sem trocar cabos. Bluetooth, só no 3.5BT.
Para quem vale a pena
Vale para quem tem mesa pequena, usa interface de áudio com saída balanceada e quer um par neutro de proposta para edição de vídeo, podcast, aulas de produção e música em volume moderado. A saída de fone que silencia as caixas é prática para quem grava à noite.
Não vale se você quer grave cheio sem subwoofer, precisa de Bluetooth (aí o certo é o 3.5BT) ou pretende sonorizar uma sala. Também não vale se o preço importado ficar muito acima das alternativas vendidas oficialmente no Brasil. O Edifier MR4, que o Guia já analisou, é o concorrente óbvio. Compare o preço do dia antes de decidir, e veja outras opções no nosso ranking de melhores monitores de estúdio ativos para home studio.
Veredito
Pela ficha, o Eris 3.5 2nd Gen é um monitor de entrada bem resolvido: entradas balanceadas, ajustes de agudo e grave, saída de fone e proteções completas, num gabinete de MDF. As lacunas são as de sempre na categoria: potência sem condição de medida e resposta sem tolerância. Nos EUA, a US$ 99,99, é fácil de recomendar. No Brasil, perto de R$ 1.200 via importação na Amazon em 06/11/2026, vale a pena se você precisa das entradas TRS e da proposta de referência. Se só quer caixas melhores para o PC, vale comparar com caixas ativas de estante que tragam Bluetooth e entrada óptica.
Fontes
- PreSonus: página oficial do Eris 3.5 2nd Gen (Pair)
- PreSonus: manual da série Eris 3.5/3.5BT/4.5BT/5BT (PDF)
- MusicRadar: PreSonus relança a linha Eris (cobertura secundária, 13/09/2023)
Onde comprar
- PreSonus Eris 3.5 2nd Gen (no anúncio da Amazon, confira se é a 2ª geração) — Ver na Amazon · Ver no Mercado Livre
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