Resposta rápida: o Ultrahuman Ring Pro, terceiro anel inteligente da marca indiana, chegou às lojas físicas dos Estados Unidos no fim de outubro por US$ 479 (com o estojo de recarga). Ele promete até 15 dias de bateria, corpo de titânio e nenhuma assinatura obrigatória. No Brasil não há venda oficial em loja: o site da Ultrahuman tem uma página para o país, mas cobra em dólar, e o imposto de importação entra na conta. Se você quer monitorar sono e treino gastando pouco aqui, uma smartband ainda resolve por menos de R$ 300.
O que aconteceu
A Ultrahuman anunciou o Ring Pro em fevereiro de 2026 com pré-venda global, mas deixou os Estados Unidos de fora por causa da briga de patentes com a Oura, que em 2025 tinha barrado a importação do modelo anterior, o Ring Air. Em março a marca abriu a pré-venda americana com um anel redesenhado, e na última semana de outubro ele apareceu nas prateleiras de Best Buy e Amazon por US$ 479. Esse foi o assunto que mais rodou no X nos últimos dois dias entre quem acompanha wearables, justamente pela comparação direta com a Oura.
O fato confirmado: preço, ficha técnica e disponibilidade nos EUA estão no anúncio oficial da Ultrahuman e na loja oficial americana. A disputa judicial continua: a Oura entrou com novo processo envolvendo outras duas patentes, e o anel segue à venda enquanto nenhum tribunal decidir o contrário.
Ficha técnica do Ultrahuman Ring Pro
| Item | Ultrahuman Ring Pro |
|---|---|
| Material | Titânio, corpo unibody |
| Bateria (fabricante) | Até 15 dias no anel; até 45 dias extras com o PRO Charging Case |
| Memória | Até 250 dias de dados no anel; até 1 ano no estojo |
| Sensores | Arquitetura de frequência cardíaca redesenhada, processador dual-core |
| Cores | Bionic Gold, Space Silver, Aster Black e Raw Titanium |
| Tamanhos | 5 a 14 (padrão americano) |
| Assinatura | Não obrigatória; recursos extras pagos à parte (PowerPlugs) |
| Preço nos EUA | US$ 399 com carregador simples; US$ 479 com o PRO Charging Case |
Os números de bateria são do fabricante. Ainda não há teste longo publicado confirmando os 15 dias: o review completo do Tom’s Guide, que usou o anel por poucos dias, ainda está em andamento, e a precisão do batimento cardíaco é justamente um dos pontos que ainda faltam medir.
O estojo que carrega e guarda dados
A novidade que mais chamou atenção é o PRO Charging Case. O anel encaixa por ímã (a Ultrahuman chama de UltraSnap) e, segundo a marca, esquenta menos que a recarga sem fio comum, o que ajudaria a preservar a bateria ao longo dos anos. O estojo tem LED de carga, vibração de confirmação, alto-falante para ser encontrado pelo app, recarga Qi e atualiza o firmware do anel sozinho. Vendido separado, ele custa US$ 100 nos EUA.
Outro detalhe de projeto: o ProRelease, um ponto do anel pensado para ser cortado com facilidade por médicos ou socorristas se o dedo inchar ou a bateria estufar. Não é algo que se espera usar, mas é bom saber que existe.
Sem mensalidade, com asterisco
A Ultrahuman não cobra assinatura para os dados principais: sono, recuperação, estresse e atividade aparecem no app sem custo extra. A Oura cobra US$ 5,99 por mês pelo plano completo, e por isso a conta feita pela imprensa americana é que o Ring Pro sai mais barato que um Oura Ring 5 depois de pouco mais de um ano de uso. O asterisco: recursos como detecção de fibrilação atrial, acompanhamento de ovulação e de medicamentos GLP-1 são vendidos como complementos pagos.
Também vale saber: é um anel mais grosso e mais pesado que a média. O Tom’s Guide mediu 4,52 g no tamanho 11, contra cerca de 2,5 g de um Oura Ring 5 equivalente, e 2,6 mm de espessura na banda.
Dá para comprar no Brasil?
Fato: a Ultrahuman tem uma página regional para o Brasil, mas ela cobra em dólar (US$ 479 pelo Ring Pro com estojo) e o banner do site fala em envio do Ring Air para o país. Não há distribuidor oficial nem preço em reais, e não encontramos o Ring Pro em loja brasileira com nota fiscal. No Mercado Livre aparecem só anúncios de importadores do modelo anterior.
Fazendo a conta só com o câmbio de 30/10 (cerca de R$ 5,44 por dólar), US$ 479 dão perto de R$ 2.600 antes de frete, imposto de importação e ICMS. Ou seja, chega bem mais caro que isso, e sem garantia local. Para quem compra importado, outro cuidado: o tamanho segue a numeração americana, e a marca recomenda usar o kit de medição antes de escolher.
Anel ou smartband: o que faz mais sentido aqui
O anel ganha em discrição e conforto para dormir, e é a escolha de quem não quer nada no pulso. Em troca, não tem tela, não mostra notificações e não serve como relógio. Para o leitor brasileiro, a comparação honesta é com smartbands e relógios baratos que já fazem sono, frequência cardíaca e treino com garantia nacional:
- Huawei Band 10: R$ 215 no Mercado Livre em 31/10. Ver a Huawei Band 10 no Mercado Livre
- Samsung Galaxy Fit3: R$ 269,10 na Amazon em 31/10. Ver o Galaxy Fit3 na Amazon
- Xiaomi Redmi Watch 5 Lite: R$ 308 no Mercado Livre em 31/10, com GPS. Ver o Redmi Watch 5 Lite no Mercado Livre
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Para quem vale
- Quem quer acompanhar sono e recuperação sem nada no pulso e sem pagar mensalidade.
- Quem vai viajar aos EUA e pode comprar com nota, medir o tamanho na loja e trazer na bagagem dentro da cota.
- Quem esquece de carregar relógio: 15 dias prometidos mais o estojo ajudam muito.
Quando pular
- Se você quer ver notificações, hora ou mapa do treino: anel não tem tela.
- Se a ideia é importar pelo site: o preço final em reais fica alto e não há garantia no Brasil.
- Se você prefere esperar testes independentes de bateria e precisão do batimento, que ainda não saíram.
Fontes: Ultrahuman (anúncio oficial), loja Ultrahuman, região Brasil, Android Authority (pré-venda nos EUA, 24/3), Tom’s Guide e iDevice (chegada às lojas, 30/10). Câmbio: AwesomeAPI, fechamento de 30/10.