Lançamentos 30 OUT 2026

Ubiqaudiolab, braço hi-fi da Akrapovič, lança monoblocos Ubicube de até 700 W e pré com válvula 300B

Marca eslovena do Akrapovič Group mostrou em Varsóvia três amplificadores mono classe AB com fonte chaveada e o pré híbrido Ubiquitous 300B. Preço ainda não foi divulgado e não há previsão para o Brasil.

Amplificador monobloco Ubiqaudiolab Ubicube em formato de cubo, com chassi de alumínio escovado preto e aletas horizontais, sobre fundo escuro
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A Akrapovič, marca eslovena conhecida pelos escapamentos de motos e carros esportivos, agora tem um braço declarado no hi-end. A Ubiqaudiolab, que se apresenta em seu site como “parte do Akrapovič Group”, mostrou no Audio Video Show de Varsóvia (23 a 25 de outubro de 2026, conforme o site oficial) a sua nova linha de amplificadores de potência monobloco Ubicube 700, 400 e 200, acompanhada do pré-amplificador híbrido Ubiquitous 300B. A What Hi-Fi? descreveu a estreia, em 23 de outubro, como a primeira linha comercialmente disponível da marca. Preço, por enquanto, ninguém sabe.

Uma marca nova, mas nem tanto

A Ubiqaudiolab não surgiu do nada: em 2022 ela já havia estreado, segundo o site Mono and Stereo, no High End de Munique com caixas e uma primeira geração de Ubicube. A novidade é o portfólio enxuto, só de eletrônica, apresentado como produto pronto para venda.

Ubicube 700, 400 e 200: o que diz a ficha técnica

Os três são monoblocos em configuração em ponte (bridged), com estágio de entrada J-FET classe A totalmente simétrico e acoplado em CC, e saída classe AB de alta polarização. Segundo o fabricante, todos entregam “pelo menos 10 W” em classe A pura antes de passar ao regime AB. A única entrada é XLR balanceada (167 kΩ), e o ganho declarado é de +27,75 dB nos três.

  • Ubicube 700: 700 W em 8 Ω, 1.200 W em 4 Ω e 2.000 W em 2 Ω; corrente máxima de 60 A RMS (90 A de pico); 520.000 µF de capacitância e 1.032 J de energia armazenada; 432 × 432 × 420 mm e 101 kg por unidade.
  • Ubicube 400: 400 W em 8 Ω, 700 W em 4 Ω e 1.200 W em 2 Ω; 40 A RMS (60 A de pico); 268.000 µF; 333 × 333 × 318 mm e 47 kg.
  • Ubicube 200: 200 W em 8 Ω, 350 W em 4 Ω e 600 W em 2 Ω; 20 A RMS (40 A de pico); 228.000 µF; 277 × 277 × 265 mm e 28 kg.

Para todos, a marca informa resposta de frequência de CC a 500 kHz (−3 dB), fator de amortecimento acima de 500 em 8 Ω, relação sinal-ruído superior a 110 dB abaixo da potência nominal e THD+N abaixo de 0,01% a 100 W em 8 Ω. A página não informa distorção nem faixa de frequência das potências máximas, então os números em 2 Ω indicam robustez da fonte, não dado comparável com outras marcas.

Também chama a atenção a escolha da alimentação. Em vez do transformador toroidal gigante típico do hi-end, a Ubiqaudiolab usa fonte chaveada (SMPS) não regulada com um banco de capacitores Mundorf enorme. O Ubicube 200 é indicado pela fabricante para caixas “a partir de 97 dB” de sensibilidade, sem especificar a referência de medição.

Ubiquitous 300B: uma válvula só no caminho do sinal

O pré é um híbrido dual-mono construído em torno de uma única válvula Western Electric 300B no caminho do sinal, com contador de horas e vida útil declarada de 40 mil horas. Tem cinco entradas XLR, duas saídas XLR de volume variável e uma fixa, ganho de +8 dB, impedância de saída de 0,01 Ω e separação entre canais acima de 110 dB. O volume usa um ALPS RK501 motorizado com passos de 0,3 dB.

Preço e Brasil

A Ubiqaudiolab não divulgou preços. A What Hi-Fi? se limita a prever valores “bem na casa das dezenas de milhares de libras” e diz que a marca mira o mercado britânico no futuro. A única ponta de venda listada no site oficial é a própria sede, em Liubliana. Não há distribuidor nem previsão de lançamento no Brasil. Em Varsóvia, o sistema da sala, com dois Ubicube 700 e caixas Wilson Audio Autobiography, foi descrito pelo The Ear como o mais caro do evento (cerca de dois milhões de libras).

Vale prestar atenção?

Para o leitor brasileiro, é mais curiosidade de engenharia do que pauta de compra, mas curiosa: monoblocos AB parrudos com fonte chaveada no lugar do toroidal e uma única 300B no pré. É coerente no papel, e a ficha técnica é mais completa que a de muita marca estabelecida.

Por outro lado, o texto do fabricante promete “ausência completa de distorção, fadiga auditiva e assinatura sonora”, o que nenhum amplificador entrega e nenhuma ficha prova. Até aparecerem medições independentes e preço, o Ubicube é um retrato do ultra-hi-end europeu, não uma referência. Para algo mais conhecido, compare com o Nagra AMP II S, que também mistura classe A e AB, ou com o integrado Accuphase E-6000, lançado neste mesmo mês.

Fontes

⌬ FIM · 4 min de leitura

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