Se você sente que está ligando o ar-condicionado mais cedo no ano e desligando mais tarde, não é impressão. A segunda edição da Daikin World Air Survey, pesquisa global da Daikin com 1.200 donos de ar-condicionado em 12 cidades, mostra que 92% dos paulistanos dizem que o período do ano em que usam o aparelho para resfriar a casa ficou mais longo nos últimos cinco anos.
É o terceiro maior percentual entre todas as cidades pesquisadas, atrás só de Délhi, na Índia (95%), e Bangkok, na Tailândia (94%). Na média mundial, 84,1% relatam a mesma tendência, e 86,5% acreditam que a região onde vivem ficou mais quente do que há cinco anos.
São Paulo está mesmo mais quente
A percepção bate com os termômetros. Dados da Agência Meteorológica do Japão analisados na pesquisa mostram que a temperatura máxima média da estação mais quente em São Paulo subiu de cerca de 28,7 °C em 2018–2020 para 29,8 °C em 2023–2025.
Num dia inteiro em casa durante o pico do calor, o paulistano estima usar o ar-condicionado por 8 horas e 41 minutos em média. A média das 12 cidades é de 10 horas e 10 minutos.
73% dizem que o ar-condicionado ainda é para poucos
São Paulo teve o maior percentual de toda a pesquisa em uma pergunta sobre acesso: 73% dos entrevistados acreditam que nem todas as pessoas que querem usar o ar-condicionado conseguem. E mesmo entre quem já tem o aparelho em casa há demanda reprimida: 92% usariam mais o ar por conforto ou saúde se a conta de luz e as restrições de energia não fossem um problema.
No mundo, 64,4% dizem que há momentos em que não conseguem usar o ar tanto quanto gostariam por causa do custo da energia ou de limitações no fornecimento.
“Os números mostram que a climatização está se tornando uma parte cada vez mais importante da forma como as cidades se adaptam a temperaturas mais elevadas. Em São Paulo, vemos tanto uma ampliação significativa do período em que as pessoas usam o ar-condicionado quanto uma percepção clara de que o acesso à climatização continua sendo um desafio. Para a Daikin, isso reforça a importância de continuar desenvolvendo tecnologias de alta eficiência energética, capazes de proporcionar conforto e bem-estar e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo de energia e o impacto ambiental.”
João Aureliano, Gerente Sênior de Engenharia de Produto da Daikin Brasil
O calor já mudou a rotina
Nas 12 cidades, 59,1% disseram ter evitado sair de dia ou fazer atividades ao ar livre por causa do calor, e 40,7% passaram mais tempo em casa ou em ambientes fechados. Quase nove em cada dez (89,9%) relataram algum desconforto físico ligado ao calor, com destaque para pior qualidade do sono (58,3%), cansaço (50,9%) e dor de cabeça (36,1%).
O que isso muda na hora de escolher o seu ar
Se o ar vai ficar ligado mais horas e mais meses, a eficiência pesa mais na conta do que o preço de etiqueta. Na prática, vale priorizar modelo inverter, olhar o selo de eficiência do Inmetro e acertar a capacidade em BTUs para o tamanho do cômodo. Para quem quer controlar o gasto, um medidor de energia Wi-Fi no quadro de luz mostra quanto o split consome de verdade, e um ar-condicionado Wi-Fi com Alexa e Google Home ajuda a programar horário e temperatura sem desperdício. Antes do pico do verão, também vale passar pelo checklist de manutenção do ar-condicionado.
Sobre a pesquisa
A Daikin faz pesquisas sobre o ar no Japão desde 2002 e levou a iniciativa para o mundo em 2024. A edição de 2026 ouviu 1.200 donos de ar-condicionado, de 20 a 69 anos, em Houston, Nova York, Paris, Madri, Istambul, Lagos, São Paulo, Dubai, Délhi, Bangkok, Xangai e Tóquio. Em São Paulo, foram 100 entrevistados entre 29 de maio e 5 de junho de 2026.
Fundada em 1924 em Osaka, no Japão, a Daikin está no Brasil desde 2011, com fábrica em Manaus (AM) e showrooms em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Porto Alegre e Recife.
Com informações da Daikin Brasil. Imagem: divulgação/Daikin.