Lançamentos 26 OUT 2026

Reino Unido quer limite de 2 W no standby de smart TV e robô aspirador: o que muda e quanto sua casa inteligente gasta parada

Consulta do governo britânico aperta o consumo de aparelhos conectados em espera a partir de 2027. No Brasil nada muda agora, mas dá para medir o seu gasto.

Tomada inteligente Tapo P110 com medição de energia, usada para medir o consumo em standby de aparelhos conectados
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Resposta rápida: o governo do Reino Unido abriu uma consulta pública para limitar o consumo de aparelhos conectados quando estão “dormindo”. A proposta põe teto de 2 W em standby de rede para a maioria dos eletrônicos, como smart TVs, smart plugs e robôs aspiradores, e de 0,5 W no standby comum. A regra vale só para a Grã-Bretanha e ainda não está aprovada: a consulta fica aberta até 24 de dezembro de 2026 e o plano é aplicar tudo a partir do segundo trimestre de 2027. No Brasil nada muda por enquanto, mas a discussão é um bom lembrete para medir quanto a sua casa inteligente gasta parada.

O que o Reino Unido propôs

O Departamento de Segurança Energética e Net Zero (DESNZ) publicou a consulta “Updating standards for standby, networked standby and off mode power consumption”. A ideia é trocar as regras atuais, que têm mais de 15 anos, por padrões alinhados ao regulamento europeu (UE) 2023/826. Os principais pontos do documento oficial:

  • Standby de rede (networked standby): máximo de 2 W para aparelhos que ficam conectados esperando um comando, como a TV que liga pelo app ou o robô que aguarda a hora da limpeza.
  • Equipamentos de alta disponibilidade de rede (HiNA): roteadores, switches e pontos de acesso, que precisam ficar sempre disponíveis, têm limite maior.
  • Standby e desligado: limites mais baixos para o modo de espera simples e para o modo “off”.
  • Escopo maior: o próprio governo cita fritadeiras elétricas, cafeteiras, smart plugs e robôs aspiradores como produtos que passam a ser cobertos.
  • Prazo: em vez das duas etapas da União Europeia (maio de 2025 e maio de 2027), a Grã-Bretanha quer aplicar tudo de uma vez a partir do segundo trimestre de 2027.

Segundo a consulta, as regras mais duras podem economizar cerca de 11,5 TWh de eletricidade até 2050. O texto também admite que alguns produtos podem ficar entre £ 1,48 e £ 5,55 mais caros, compensados pela economia na conta ao longo do tempo. A página oficial está no GOV.UK.

Por que virou assunto no X

A notícia ganhou tração depois que a imprensa britânica destacou o efeito colateral: para caber em 2 W, alguns aparelhos podem precisar de um sono mais profundo. Na prática, isso pode significar uma TV que demora um pouco mais para ligar pelo app ou um assistente que acorda mais devagar. Isso é uma possibilidade levantada no debate, não algo que o governo garantiu que vai acontecer. Muitos fabricantes já vendem para a União Europeia, que tem regra parecida, e conseguem cumprir os limites.

E no Brasil, muda alguma coisa?

Agora, não. A consulta é britânica, e nenhum aparelho vendido aqui é obrigado a seguir esses números. O que pode acontecer, e aqui é palpite nosso, é o fabricante padronizar o hardware global para atender Europa e Reino Unido de uma vez, e o produto que chega ao Brasil herdar o consumo menor. Isso já aconteceu com outros requisitos europeus, como o USB-C nos celulares.

Quanto a sua casa inteligente gasta parada

Standby parece pouco, e de fato é pouco por aparelho. O problema é a soma. A conta é simples:

  • 1 W ligado o ano inteiro dá cerca de 8,8 kWh por ano.
  • Com uma tarifa de R$ 1 por kWh, conta redonda para facilitar, isso vira uns R$ 8,80 por ano para cada watt.
  • Uma casa com TV, soundbar, dois Echos, robô aspirador, câmeras, tomadas e lâmpadas inteligentes pode passar de 15 W só esperando comando. Isso dá mais de R$ 130 por ano sem ninguém usar nada.

Os números de cada aparelho variam muito por marca e modelo, então o ideal é medir. Não inventamos valores de consumo de produtos específicos aqui: o certo é ver a etiqueta e a ficha do fabricante, ou medir em casa.

Como medir o standby em casa

O jeito mais fácil é usar uma tomada inteligente com medição de energia, como a Tapo P110. Ligue o aparelho nela, desligue pelo controle remoto e espere alguns minutos. O app mostra a potência em tempo real e o gasto acumulado do dia e do mês. Comparamos as opções em melhores tomadas inteligentes Wi-Fi.

  • TV: veja se existe opção de inicialização rápida ou de ligar pela rede. Desligar reduz o standby, mas a TV demora mais para acordar.
  • Soundbar e caixas: algumas têm modo de economia que corta a rede quando estão paradas.
  • Robô aspirador: a base de carregamento fica sempre ligada. Não dá para cortar sem perder a limpeza agendada.
  • Echo e Nest: são feitos para ficar sempre escutando a palavra de ativação, então desligar tira a graça.

Uma rotina ajuda muito: crie uma automação que desliga a tomada do home theater de madrugada e religa de manhã. Ensinamos o passo a passo em rotinas da Alexa. E, se você quer depender menos da internet, veja como montar casa inteligente com controle local.

Para quem vale

Vale acompanhar se você está montando ou ampliando a casa inteligente e quer saber o custo invisível de ter tudo conectado. Também interessa a quem compra eletrônicos importados ou pensa em comprar na Europa, onde os limites já valem.

Quando pular

Se você tem poucos aparelhos conectados, o gasto de standby é pequeno e não vale perder o sono, nem tirar tudo da tomada todo dia. Os aparelhos que mais gastam em casa continuam sendo chuveiro, ar-condicionado e geladeira.

Informações da consulta oficial do governo britânico publicada em outubro de 2026. As regras ainda podem mudar até a versão final.

⌬ FIM · 5 min de leitura

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