Lançamentos 23 OUT 2026

Audiolab PPA7: pré de phono MM/MC com saída de fone, Bluetooth aptX HD e gravação USB sai por £ 499

Primeiro pré de phono independente da Audiolab em quase 20 anos reúne entradas MM e MC, amplificador de fone, transmissor Bluetooth e conversor para digitalizar discos. Vendas começam no fim de outubro lá fora.

Pré-amplificador de phono Audiolab PPA7 preto visto de frente, com tela OLED, dois botões giratórios, saída de fone e antena Bluetooth
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A britânica Audiolab anunciou em 16 de outubro de 2026 o lançamento comercial do PPA7, seu primeiro pré-amplificador de phono independente em quase 20 anos, segundo a What Hi-Fi. O aparelho não é só um pré de phono: reúne entradas separadas para cápsulas MM e MC, amplificador de fone dedicado, transmissor Bluetooth aptX HD e interface USB-C para digitalizar discos no computador. A própria fabricante o descreve como um “multitool” para quem ouve vinil.

Lançamento: do protótipo à loja

O PPA7 não é exatamente uma surpresa. A distribuidora IAG o exibiu em junho na High End 2026, em Viena, onde a AreaDVD registrou preço indicativo de 599 euros e previsão de chegada para o fim de setembro. O que mudou em outubro foi o anúncio oficial de venda, com preço e especificações finais publicadas no site da Audiolab. Segundo a What Hi-Fi, as vendas começam no fim de outubro, nos acabamentos preto e prata.

Especificações declaradas

Pela ficha técnica oficial da Audiolab:

  • Ganho: +46 dB (MM) e +60 dB (MC). A What Hi-Fi informa que o ganho é ajustável até 52 dB (MM) e 66 dB (MC), dado que não aparece na ficha resumida do site.
  • Sensibilidade de entrada: 4,8 mV RMS (MM) e 1 mV RMS (MC).
  • Carga: 47 kΩ para MM, com capacitância selecionável de 100 pF ou 220 pF; 100 Ω ou 330 Ω para MC.
  • Resposta de frequência: 20 Hz a 20 kHz (±0,5 dB).
  • Relação sinal-ruído: 80 dB ponderada A, tanto em MM quanto em MC (a ficha não informa o nível de referência).
  • Saída de linha: RCA, com impedância de 120 Ω, em modo fixo ou variável; no variável, o controle de volume interno permite ligar o PPA7 direto a um amplificador de potência ou a caixas ativas, segundo a What Hi-Fi.
  • Amplificador de fone: topologia de realimentação por corrente, impedância de saída de 2,35 Ω, indicado para fones de 20 Ω a 600 Ω.
  • Bluetooth: versão 5.3, transmissor com aptX HD, para fones e caixas sem fio.
  • Gravação USB-C: 16 ou 24 bits, de 44,1 kHz a 192 kHz, com ganho de gravação ajustável de -12 dB a +3 dB.
  • Construção: gabinete de alumínio de 208 x 56 x 180 mm, 1,42 kg, tela OLED de 33 mm, controle remoto e fonte externa de 12 V DC com reguladores internos que geram trilhos simétricos de ±8,5 V.

Preço e disponibilidade

Os preços oficiais divulgados são £ 499 no Reino Unido, US$ 699 nos Estados Unidos e AU$ 1.099 na Austrália, segundo a What Hi-Fi. Na página do produto, a Audiolab ainda exibe o botão de aviso de disponibilidade. Não há preço em reais nem previsão oficial de lançamento no Brasil até a publicação deste texto.

Análise: para quem faz sentido

O PPA7 conversa com dois públicos que raramente são atendidos pelo mesmo aparelho. O primeiro é quem tem um amplificador sem entrada de phono, ou com phono só MM, e quer subir para uma cápsula MC sem trocar o sistema. A carga ajustável para MM e MC cobre o essencial, ainda que a oferta de valores seja enxuta perto de prés que oferecem dezenas de combinações. O segundo público é quem quer digitalizar a coleção: ter conversor analógico-digital, ajuste de nível de gravação e USB-C no mesmo gabinete simplifica um processo que normalmente exige pré, interface e cabos extras, como mostramos no nosso guia para digitalizar vinil e fitas.

Há ressalvas. O Bluetooth exige converter o sinal analógico em digital e comprimi-lo de novo, o que vai contra a lógica de muita gente que escolhe o vinil justamente pela cadeia analógica. É conveniência, e a própria Audiolab admite que a conexão com fio continua sendo a referência. Já a relação sinal-ruído de 80 dB não pode ser comparada diretamente com a de concorrentes sem saber a referência de medição usada, coisa que a ficha não informa. Também vale notar a diferença entre o preço indicado em Viena (599 euros) e o preço em libras agora confirmado, um lembrete de que valores mostrados em feira podem mudar.

No conjunto, o PPA7 parece um produto pensado para o ouvinte atual de vinil, que divide o tempo entre caixas, fone e arquivo digital. Se a execução estiver à altura do DAC D7, com o qual compartilha o gabinete, a Audiolab terá um pré de phono raro pela versatilidade nessa faixa de preço. Para quem vai começar, vale também revisar a cápsula: veja a nossa seleção de cápsulas MM para upgrade.

Fontes

⌬ FIM · 4 min de leitura

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