Lançamentos 14 OUT 2026

Linn 343: caixa de chão compacta leva os graves Pistonik da 360 para um gabinete de 43 litros

A nova caixa da Linn tem quatro vias, grave de 220 mm disparando para baixo, gabinete em composto moldado e duas versões, totalmente ativa ou com grave ativo, a partir de US$ 67.500 o par.

Par de caixas Linn 343 em acabamento escuro, de pé sobre pedestais, ladeando um rack branco suspenso numa sala de parede bege
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A escocesa Linn apresentou em meados de outubro a 343, uma caixa de chão de quatro vias que a marca chama de “referência compacta”. O adjetivo é relativo: com pedestal, ela mede 1,09 m de altura e pesa até 51,6 kg. Mas a ideia é clara: levar para um gabinete bem menor a tecnologia de graves Pistonik, estreada na topo de linha 360, e entregar tudo pronto, com amplificação, conversão digital e crossover embutidos. O preço acompanha a ambição: a partir de US$ 67.500 o par.

O que muda em relação à 360

Segundo a página oficial, a 343 é a primeira caixa da Linn projetada em torno do Pistonik desde o início, e não adaptada a ele. Pistonik é o nome do sistema de motor dos alto-falantes de graves que a própria Linn passou a desenhar, com foco em excursão longa e linear, ou seja, o cone se movendo muito sem perder o controle. Na 360, o sistema chegou numa atualização deste ano; na 343, gabinete, posição dos falantes e eletrônica foram pensados juntos.

A solução de graves é a parte mais interessante. Em vez de pares de woofers, a 343 usa um único alto-falante de 220 mm com diafragma de alumínio, disparando para baixo, perto do chão. A Linn diz que isso produz graves omnidirecionais com escala e controle. Faz sentido como engenharia, já que nessa faixa o som se espalha em todas as direções, mas como isso soa numa sala real só uma audição dirá, e não ouvimos a caixa.

Os alto-falantes e o gabinete

Na ficha técnica, as duas versões compartilham os mesmos quatro alto-falantes:

  • Tweeter: domo de 19 mm em fibra de carbono trançada
  • Médio: domo de 64 mm, também em carbono trançado
  • Médio-grave: 190 mm com diafragma de alumínio (Pistonik)
  • Grave: 220 mm com diafragma de alumínio, disparando para baixo (Pistonik)

O gabinete abandona a madeira. Segundo a cobertura da StereoNET, trata-se de um composto moldado reforçado com fibra de vidro, numa forma contínua e sem arestas que, segundo a Linn, reduz a difração nas bordas e mantém a imagem estéreo estável numa área de escuta ampla. O volume interno é de 43 litros, e as medidas com pedestal são 338 x 1.091 x 466 mm (L x A x P). Atrás fica um módulo com a eletrônica, apoiado em três molas para isolá-lo das vibrações do gabinete, numa lógica que a Linn compara à suspensão do toca-discos Sondek LP12. O resfriamento é passivo, sem ventoinha.

Duas versões: Exakt Integrated e PWAB

A 343 Exakt Integrated é a versão completa. O crossover é digital (Exakt), os conversores são os Organik, DACs desenvolvidos pela própria Linn, e o conjunto de tweeter, médio e médio-grave é movido por amplificadores classe AB com o controle adaptativo de bias da marca. O grave usa a arquitetura Power DAC, que junta conversão e amplificação num único estágio. A correção de sala Space Optimisation+ vem incluída, e a entrada de sinal se dá por duas portas Exakt Link, o padrão digital da marca; não há bornes nem entradas analógicas nessa versão.

A 343 Passive with Active Bass (PWAB) mantém o grave ativo (Power DAC e fonte Utopik), mas o restante passa por um crossover analógico passivo de três vias e precisa de amplificação externa. Ela tem três pares de bornes, entrada XLR e uma porta Exakt Link; pode operar no modo Exakt com amplificadores externos e uma Exaktbox.

São seis acabamentos, entre eles Clyde Built, Single Malt e Linn Heritage (coleção Glasgow), Triton, Piano Black e Alpine White.

Preço e disponibilidade

No site americano da Linn, a 343 aparece “a partir de US$ 67.500”. Segundo a What Hi-Fi?, a versão Exakt Integrated custa £ 65.000 ou US$ 97.500, e a PWAB sai por £ 45.000 ou US$ 67.500. As duas já podem ser encomendadas, e a primeira demonstração pública acontece na StereoNET Melbourne Hi-Fi & AV Expo, de 16 a 18 de outubro. Não há anúncio de preço ou data para o Brasil.

Vale prestar atenção?

Pouca gente vai comprar uma 343, e não há como fingir o contrário. O interesse está na direção que ela aponta: a Linn aposta que o futuro da caixa de alto desempenho é ativo, com DSP, amplificação dedicada a cada falante e correção de sala, numa peça só. É o oposto do modelo tradicional de caixa passiva mais amplificador escolhido à parte, e a versão PWAB existe justamente para quem resiste a essa ideia. Para quem quer entender de onde vem essa filosofia, vale reler a história da Linn. E, com qualquer caixa, de US$ 500 ou de US$ 97 mil, o posicionamento na sala continua fazendo diferença.

Fontes

⌬ FIM · 4 min de leitura

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