A DALI anunciou em 1º de setembro de 2026 o BASIK SUB, um subwoofer ativo compacto com alto-falante de 8 polegadas virado para o chão, pensado para completar sistemas pequenos com caixas de estante. O alvo está bem definido: quem montou um sistema com as bookshelf KUPID ou SONIK 1 da marca, ou com qualquer par de caixas compactas, e sente falta da última oitava de grave. A chegada às lojas está prevista para outubro de 2026, pelos revendedores autorizados da DALI.
A marca dinamarquesa, cuja trajetória contamos na história da DALI, vinha investindo numa linha mais colorida e voltada à decoração. O BASIK SUB segue essa ideia e sai em cinco acabamentos: Solid Black, Solid White, Caramel White, Golden Yellow e Chilly Blue. A paleta combina com as KUPID e, segundo a DALI, complementa visualmente a linha SONIK. Não são os mesmos acabamentos da SONIK 1, disponível em Black Ash, White, Walnut e Natural Oak.
O que diz a ficha técnica
Segundo a página oficial do produto, o BASIK SUB usa um woofer de 8 polegadas (cerca de 20 cm) de longa excursão, projetado pela própria DALI, com cone de polpa de papel e suspensão de borracha. O gabinete é de MDF, do tipo bass reflex. Os números declarados pelo fabricante são:
- Resposta de frequência (±3 dB): 33–120 Hz pela entrada de linha e 33–200 Hz pela entrada LFE;
- Amplificador: classe D, com 170 W RMS contínuos e 220 W de pico;
- SPL máximo: 108 dB a 1 metro;
- Crossover ajustável: 40–120 Hz; fase ajustável de 0 a 180°; controle de volume independente;
- Entradas: par RCA estéreo (linha L/R) e uma RCA mono LFE;
- Proteção: limitador de dois estágios;
- Dimensões: 319 × 295 × 310 mm (A × L × P), segundo a cobertura da What Hi-Fi? e da StereoNET, que informa também peso de 9,75 kg.
Quatro pés desacoplados elevam o gabinete 25 mm do piso, dando espaço para o alto-falante trabalhar e reduzindo a transmissão de vibração. Há modos ON, AUTO e OFF. Segundo a StereoNET, no modo automático o aparelho entra em espera depois de cerca de 20 minutos sem sinal e consome 0,4 W nesse estado. Não há conexão sem fio nem entrada balanceada.
Por que um sub pequeno faz sentido agora
Krestian Pedersen, chefe de gerenciamento de produto da DALI, explicou a lógica do lançamento à imprensa:
Quase todos os amplificadores de streaming acessíveis e caixas trazem saída dedicada de subwoofer e gerenciamento de graves, o que torna possível obter escala e banda completas a partir de um conjunto compacto e amigável à decoração.
Krestian Pedersen, DALI (declaração à StereoNET e à What Hi-Fi?, tradução livre)
O argumento procede. Nos amplificadores com streaming que oferecem saída de subwoofer, o sub pode completar a extensão de graves das caixas de estante. Para também aliviar o trabalho dos woofers das caixas principais, porém, é preciso aplicar um filtro passa-altas a elas no amplificador, receiver ou processador. Se as principais continuarem recebendo sinal de faixa completa, a simples ligação do sub não retira delas os graves. A entrada LFE vai além de 120 Hz (até 200 Hz, segundo a ficha), o que cobre receivers de home theater, que costumam deixar o corte no próprio processador.
Um ponto de cautela: a DALI diz que o alto-falante voltado para baixo “distribui o grave de forma mais uniforme” e facilita o posicionamento. Isso ajuda, mas não elimina os modos de sala, que dependem das dimensões do ambiente e da posição do sub e do ouvinte. Vale ler nosso guia sobre modos de sala e grave embolado antes de escolher o canto onde ele vai ficar. O ajuste de crossover de 40–120 Hz define a integração com as caixas, não a extensão inferior do sub: a resposta declarada começa em 33 Hz (±3 dB). A DALI informa SPL máximo de 108 dB a 1 m; esse número isolado não basta para garantir o desempenho num home theater grande, que também depende da frequência reproduzida, da distância e do nível desejado.
Preço e disponibilidade
Segundo a What Hi-Fi? e a StereoNET, o BASIK SUB chega em outubro de 2026 por € 500, US$ 800 ou £ 429. O preço nos EUA é bem mais alto que na Europa, uma diferença que não foi explicada. A DALI não divulgou preço nem data para o Brasil, e o produto ainda não está à venda aqui. Na Europa, ele fica bem abaixo dos subwoofers de referência que vimos recentemente, como os REL No.35 e No.36, e isso faz sentido: são propostas para públicos completamente diferentes.
Nossa leitura, com base apenas na ficha e sem audição própria: é um complemento coerente para sistemas compactos, com ajustes completos de crossover e fase e visual que combina com a decoração. Faltam entrada balanceada, conexão sem fio e qualquer tipo de correção de sala automática, recursos que alguns concorrentes já oferecem nessa faixa.