O novo Amazon Echo Studio não é uma simples atualização: é uma mudança de filosofia. A Amazon trocou a “torre de graves” de 2019 por uma esfera 40% menor, com chip feito sob medida para a Alexa+ e hub de casa conectada completo. Vendido no Brasil desde novembro de 2025 por R$ 1.999 (preço sugerido na Amazon), ele virou o alto-falante inteligente mais ambicioso da marca por aqui. A pergunta que importa para quem gosta de som é outra: ao ficar menor e mais esperto, ele ficou melhor? A resposta honesta é “depende do que você valoriza”.
Design: menor, mais bonito, menos imponente
O formato esférico com uma face frontal inclinada, onde ficam os botões de volume, o botão de microfone e o anel de LED, deixa o Echo Studio com cara de objeto de decoração, e não de caixa de som. Segundo a ficha publicada no lançamento brasileiro, ele mede cerca de 16 x 14 x 16 cm e pesa aproximadamente 1,6 kg, com revestimento em malha 3D nas cores grafite e branco-gelo. É uma peça que cabe em rack, estante ou bancada de cozinha sem dominar o ambiente, algo que o modelo antigo, alto e cilíndrico, nunca conseguiu.
O preço dessa elegância aparece atrás: não há entrada P2 nem óptica. Tudo é sem fio, via Wi-Fi 6E ou Bluetooth 5.3. Para quem queria ligar um toca-discos ou a TV por cabo, é uma perda real em relação à primeira geração.
Som: mais equilíbrio, menos músculo
Por dentro, a Amazon usa um woofer de alta excursão de 3,75 polegadas e três drivers full-range de 1,5 polegada, posicionados para disparar para os lados e para cima. É essa disposição que sustenta o áudio espacial e o suporte a Dolby Atmos (e também ao Sony 360 Reality Audio, segundo a Engadget). O aparelho ainda faz ajuste automático à acústica do ambiente.
Para comparar: o Echo Studio original tinha woofer de 5,25 polegadas, três médios de 2 polegadas e um tweeter de 1 polegada. A física não perdoa, e as análises especializadas convergem nesse ponto. A Expert Reviews diz que o novo modelo não compete com o antigo “em músculo puro”, mas entrega palco mais largo e som mais limpo. A Engadget (nota 75/100) elogia vozes claras e médios e agudos bem presentes, mas descreve os graves como abafados e pouco detalhados. A TechRadar vai além e considera que as concessões em som e custo-benefício tornam a segunda geração mais difícil de recomendar que a primeira. Já o Tom’s Guide destaca justamente a quantidade de grave para o tamanho.
O novo modelo não consegue competir com aquela caixa quando o assunto é músculo puro.
Expert Reviews, sobre a comparação com o Echo Studio de 2019
Traduzindo: para podcast, rádio, playlists no dia a dia e música ambiente numa sala média, o Echo Studio 2025 soa encorpado, claro e amplo, bem acima de um Echo comum. Quem comprava o modelo antigo para sentir o grave no peito vai estranhar. E o efeito de Atmos, como em qualquer caixa única, é mais sensação de espaço e altura do que som que vem de lugares definidos da sala.
Casa conectada: aqui ele não tem rival no preço
Se o som dividiu a crítica, a parte “smart” é quase unanimidade. O Echo Studio tem hub integrado com Zigbee, Matter e roteador de borda Thread, o que permite controlar lâmpadas, tomadas, fechaduras e sensores compatíveis sem precisar de bridge de terceiros. Ele também traz sensor de temperatura, e a plataforma de sensores Omnisense, segundo a Amazon, foi criada para ações proativas da Alexa+ no futuro.
O processador AZ3 Pro, com acelerador de IA, é o que prepara o aparelho para a Alexa+. E isso deixou de ser promessa no Brasil: a Amazon liberou o acesso antecipado à Alexa+ em português em 18 de junho de 2026, gratuito durante esse período, que vai pelo menos até 30 de outubro de 2026. Depois disso, a Amazon informou que o serviço será benefício do Prime (R$ 19,90 por mês) ou custará R$ 99,90 para quem não é assinante. Vale colocar essa conta no custo total de quem quer a assistente conversacional.
Há também um botão físico para desligar os microfones, além do gerenciamento de gravações pelo app Alexa.
Streaming e ecossistema
Amazon Music (inclusive em alta definição), Spotify, Apple Music e Deezer estão entre os serviços compatíveis. O foco, porém, continua sendo o ecossistema Alexa: não há AirPlay nem Chromecast integrado, então quem vive no universo Apple ou Google vai depender do Bluetooth ou do Spotify Connect. A integração com Fire TV como sistema de home theater, o Alexa Home Theater, não estava disponível no lançamento, segundo a Engadget. Por isso, não conte com ele como substituto de soundbar sem confirmar a compatibilidade com o seu aparelho.
Preço e concorrência
O preço sugerido é de R$ 1.999 na Amazon Brasil (lançamento em novembro de 2025), e em setembro de 2026 é comum encontrá-lo em promoção abaixo disso. Nessa faixa, o rival natural é o Sonos Era 100, que briga no som e em integração multiroom, mas não entrega hub Zigbee/Thread/Matter integrado. Para quem monta uma casa conectada baseada em Alexa, essa combinação é difícil de bater. Para quem quer só a melhor caixa de som por R$ 2 mil, há opções mais musicais e com mais conexões.
Vale a pena?
O Echo Studio 2025 é, antes de tudo, a melhor central Alexa que a Amazon já vendeu no Brasil: bonito, compacto, com hub completo e pronto para a Alexa+. Como caixa de som, é muito bom para o tamanho, mas deu um passo para trás em graves e perdeu as entradas com fio em relação ao antecessor. Se você tem casa conectada com Alexa e quer som bem acima de um Echo comum, é a compra certa. Se o seu critério número um é grave e versatilidade de conexão, procure outra opção ou o modelo antigo em estoque.
Onde comprar
- Amazon Echo Studio (2025) — Ver na Amazon · Ver no Mercado Livre
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