Lançamentos 24 AGO 2026

Fender Audio ELIE E6 e E12: a lenda dos amplificadores de guitarra entra na briga das caixas Bluetooth — e mira direto na Marshall

Com 60 W e 120 W de potência, chip Waves customizado e entradas para instrumento, as primeiras caixas Bluetooth da Fender querem provar que 75 anos de amplificadores de guitarra significam alguma coisa no som portátil.

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A Fender finalmente fez o que o mercado esperava — e o que a rival Marshall já fazia há uma década. Na CES 2026, em Las Vegas, a marca americana apresentou a linha ELIE (acrônimo para Extremely Loud, Infinitely Expressive), suas primeiras caixas Bluetooth voltadas ao consumidor final. E a estreia não é tímida: são dois modelos, o E6 compacto e o E12 de porte médio, construídos com um chip DSP customizado pela Waves Audio e pensados tanto para ouvir playlists na praia quanto para plugar uma guitarra ou microfone via XLR e P10.

O que a Fender trouxe de diferente

O grande trunfo técnico da linha ELIE é o system-on-chip Waves, que integra processamento digital de sinal e amplificação num único componente. Na prática, isso permite que as caixas alcancem volume alto com distorção controlada — algo que a Fender conhece bem do universo dos amplificadores valvulados. A E6 entrega 96 dB SPL a um metro de distância; a E12, impressionantes 101 dB.

Fender ELIE E6: compacta e surpreendente

A menor das duas traz um driver full-range, um tweeter dedicado e um subwoofer passivo, somando 60 W de potência. Pesa 2,3 kg, tem certificação IP54 (respingos e poeira, mas nada de mergulho) e promete 18 horas de bateria. Para uma caixa desse porte, o volume máximo de 96 dB é competitivo — está no mesmo patamar de uma JBL Charge 6.

Fender ELIE E12: volume de palco

A E12 dobra a aposta: dois drivers full-range, dois tweeters e dois subwoofers passivos geram 120 W e alcançam 101 dB SPL. A bateria cai para 15 horas (esperado, dado o consumo maior), mas o peso de 4,8 kg ainda é administrável para transporte. Ambas aceitam até quatro fontes de áudio simultâneas via Bluetooth 5.3 e entradas com fio.

Conexões que falam a língua do músico

Aqui mora o diferencial real em relação à Marshall e à JBL: as ELIE têm entrada XLR e P10 (1/4″), permitindo ligar instrumentos, microfones e mesas de som diretamente. Para jam sessions informais ou ensaios acústicos, isso elimina a necessidade de um amplificador dedicado. Os codecs de Bluetooth incluem SBC, AAC, LC3 e LHDC, cobrindo desde o básico até áudio de alta resolução.

Preço e disponibilidade

A Fender ELIE E6 custa US$ 299,99 e a E12 sai por US$ 399,99 nos Estados Unidos. Ambas estão disponíveis nas cores Olympic White e Skyscraper Black. Ainda não há data oficial para o Brasil, mas considerando que a Fender já opera no país com instrumentos musicais, é questão de tempo — e provavelmente de câmbio — até as ELIE aparecerem por aqui.

Vale a pena esperar?

Se a Fender conseguir traduzir sua expertise em amplificação para o universo portátil, as ELIE podem ser uma alternativa séria para quem acha a Marshall bonita demais e a JBL genérica demais. O chip Waves é um diferencial técnico real, e as entradas para instrumento abrem um nicho que nenhuma concorrente atende tão bem. Resta saber como o som se comporta na prática — assim que tivermos uma unidade em mãos, faremos o review completo.

⌬ FIM · 3 min de leitura

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