A Onkyo está fazendo 80 anos em 2026 — e decidiu celebrar não com um receiver home theater, mas com algo que poucos esperavam: uma linha de amplificadores integrados com streaming que olha diretamente para o território da Sonos, da WiiM e da Cambridge Audio. A série Muse, composta pelos modelos Y-50 e Y-40, é o primeiro hardware premium da marca em anos — e chega com uma declaração de intenções clara.
Especificações que chamam atenção
O Y-50 (US$ 1.499) entrega 250 watts por canal em 4 ohms usando amplificação Classe D da Axign — tecnologia holandesa totalmente digital que promete eficiência e controle superiores aos chips tradicionais. O Y-40 (US$ 999) traz 150 watts por canal com a mesma arquitetura.
Ambos compartilham uma tela LCD colorida de 5,46 polegadas — incomum em amplificadores integrados — que exibe capas de álbum, menus e status de reprodução. As conexões incluem HDMI ARC (para funcionar como hub de TV), entrada phono MM/MC (para toca-discos com cápsulas moving-magnet ou moving-coil), entrada coaxial digital, três entradas RCA analógicas e rede via Ethernet e Wi-Fi.
Streaming completo
A Muse suporta Spotify Connect, TIDAL Connect, Qobuz Connect, Chromecast e AirPlay 2 — cobrindo praticamente todos os ecossistemas de streaming sem precisar de um dispositivo externo. É o tipo de conectividade que transforma um amplificador tradicional em hub completo de áudio doméstico.
Edição de aniversário
Para marcar os 80 anos, a Onkyo lançará uma edição limitada de 1.000 unidades com acabamento especial, prevista para o verão de 2026. Os modelos regulares em preto e prata já estão disponíveis nos EUA e Europa desde maio de 2026.
Por que importa
A série Muse representa um pivô estratégico para a Onkyo. Depois de anos focada em receivers AV, a marca volta ao segmento de amplificadores integrados hi-fi com uma proposta que combina potência séria, streaming nativo e compatibilidade com vinil — tudo numa caixa compacta com tela e design moderno. É uma resposta direta ao sucesso da WiiM Amp e da Cambridge Audio EVO, mas com consideravelmente mais potência e a credibilidade de oito décadas de engenharia japonesa.
Sem previsão oficial para o Brasil, mas importadores especializados devem trazer os modelos nos próximos meses.