Reviews 22 JUL 2026

Sonos Beam Gen 2: a soundbar compacta com Dolby Atmos virtual que faz você esquecer o tamanho dela

Com apenas 65 cm de largura, a Beam Gen 2 entrega Dolby Atmos via processamento psicoacústico, Trueplay, AirPlay 2 e um som que envergonha soundbars maiores — desde que você não exija graves cinematográficos sem subwoofer.

REVIEWS

Existem soundbars que tentam ser home theaters completos espremidos num único gabinete. A Sonos Beam Gen 2 não é uma delas. Com 65 centímetros de largura, ela é conscientemente compacta — e aposta tudo na inteligência do processamento de áudio para compensar o que o tamanho não entrega. O resultado é uma soundbar que soa maior do que parece, dialoga perfeitamente com o ecossistema Sonos e trata filmes e música com igual competência.

Design e instalação

A Beam Gen 2 é discreta de um jeito elegante. O gabinete em policarbonato com acabamento fosco (preto ou branco) cabe embaixo de TVs de 43 polegadas sem bloquear o sensor do controle remoto. Os controles touch no topo são minimalistas — play/pause, volume, microfone — e funcionam sem drama. A instalação via HDMI eARC leva menos de dez minutos com o app Sonos.

O primeiro passo após conectar é rodar o Trueplay: a calibração usa os microfones do iPhone ou iPad para mapear a acústica da sala e ajustar a equalização automaticamente. A diferença é audível e significativa — especialmente em salas com superfícies refletivas como pisos de porcelanato e paredes de vidro, comuns em apartamentos brasileiros. O problema: Trueplay só funciona com iOS. Se você usa Android, fica com a calibração genérica, que é decente mas não impressiona.

Som: Atmos virtual que convence (quase)

A Beam Gen 2 não tem drivers direcionados ao teto para Dolby Atmos — todo o efeito de altura é gerado por processamento psicoacústico. Em filmes com trilhas Atmos bem mixadas, a sensação de envolvimento é surpreendente: efeitos panorâmicos cruzam a sala com convicção, e diálogos permanecem ancorados no centro da tela. Não é o mesmo que caixas físicas acima da cabeça, mas é o melhor Atmos virtual que já ouvimos numa soundbar desta faixa de tamanho.

O ponto forte da Beam é o centro. Os cinco amplificadores Class-D distribuem 250 watts entre o tweeter central e os quatro midwoofers elípticos de um jeito que prioriza clareza de voz. O modo Speech Enhancement reforça diálogos sem achatar o resto da mixagem — indispensável para novelas, jornais e filmes com muito sussurro.

Esqueci que estava ouvindo uma soundbar. A Beam faz com que o som pareça vir de caixas separadas que não existem na sala.

How-To Geek, nota 9/10

Onde a Beam tropeça é embaixo. Os três radiadores passivos entregam graves suficientes para séries, documentários e música pop em volume moderado, mas não conseguem reproduzir o impacto físico de explosões, batidas eletrônicas pesadas ou trilhas cinematográficas com subgraves. Para isso, a Sonos vende o Sub Mini (R$ 3.500) ou o Sub (R$ 5.500) — e a diferença ao adicionar um deles é transformadora.

Música: onde a Beam brilha

Surpreendentemente, a Beam Gen 2 é uma excelente caixa de som para música. Com AirPlay 2, Spotify Connect e acesso direto a Tidal, Deezer e Amazon Music, ela toca streams lossless sem depender do Bluetooth (que, aliás, não existe — a Beam é 100% Wi-Fi). A reprodução musical é equilibrada, com médios ricos, agudos detalhados e uma largura de palco sonoro que impressiona vinda de uma barra de 65 cm.

Para quem já tem produtos Sonos em casa, a Beam se integra nativamente como mais uma zona no sistema multiroom. A transição entre salas é fluida, e o controle via app ou voz (Alexa, Google Assistant) funciona sem fricção.

O preço brasileiro

A Beam Gen 2 custa US$ 499 nos EUA e cerca de R$ 5.000 no Brasil — um dos markups mais agressivos do mercado. É um preço que exige convicção: por R$ 5.000, há soundbars com subwoofer dedicado, mais canais e drivers upfiring reais. O que a Beam oferece em troca é o ecossistema Sonos, a calibração Trueplay, a qualidade de construção e um som que, centímetro por centímetro, é difícil de superar.

Veredito

A Sonos Beam Gen 2 é a melhor soundbar compacta do mercado para quem valoriza equilíbrio sonoro, integração inteligente e expansibilidade futura. O Dolby Atmos virtual funciona melhor do que deveria, os diálogos são cristalinos e a performance musical surpreende. Mas o preço no Brasil é alto, os graves pedem subwoofer externo, e o Trueplay exclui usuários Android. Se você está no ecossistema Apple e Sonos — ou planeja entrar — a Beam é a porta de entrada perfeita para home theater inteligente.

VEREDITO TÉCNICO · GA REVIEW
8.4
/ 10.0
RECOMENDADO
RESPOSTA TONAL
Graves
68
Médios
82
Agudos
78
Soundstage
80
Detalhe
76
Conforto
85
FICHA TÉCNICA
CANAIS5.0 virtual
DRIVERS1 tweeter central + 4 midwoofers elípticos + 3 radiadores passivos
AMPLIFICAçãO5 amplificadores Class-D / 250 W RMS
DOLBY ATMOSSim (virtual, sem drivers upfiring)
FORMATOSDolby Atmos, Dolby TrueHD, Dolby Digital Plus, DTS Digital Surround, PCM
CONEXõESHDMI eARC, Ethernet 10/100, Wi-Fi 802.11 b/g/n (2,4 GHz)
STREAMINGAirPlay 2, Spotify Connect, Amazon Music, Tidal, Deezer
ASSISTENTESAlexa, Google Assistant, Sonos Voice
CALIBRAçãOTrueplay (requer iOS)
DIMENSõES651 × 100 × 68 mm
PESO2,88 kg
CORESPreto, Branco
✓ A FAVOR
  • Som equilibrado e envolvente num formato de apenas 65 cm — cabe em qualquer rack
  • Dolby Atmos virtual surpreende pela espacialidade quando calibrado com Trueplay
  • Diálogos cristalinos com modo Speech Enhancement dedicado
  • Ecossistema Sonos: expansível com Sub Mini, Sub e caixas surround Era 100
× CONTRA
  • Graves limitados sem subwoofer externo — cinema de ação pede o Sub Mini
  • Sem Bluetooth: só funciona via Wi-Fi (inviável como caixa portátil)
  • Trueplay exige iPhone ou iPad para calibração — Android fica de fora
⌬ FIM · 4 min de leitura

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