A WiiM, que conquistou audiófilos com seus streamers compactos e acessíveis, acaba de dar seu passo mais ousado: a WiiM Bar é a primeira soundbar da marca, e chega com Dolby Atmos real (drivers up-firing, não virtualizado), tela touch integrada e preço de US$ 479 — exatamente o mesmo da Sonos Beam Gen 2. A coincidência não é acidental.
O que a WiiM Bar oferece
A especificação impressiona para o preço. São 8 drivers ao todo: 3 mid-bass, 3 tweeters e 2 drivers full-range up-firing dedicados para efeitos de altura do Dolby Atmos. A potência total é de 135W, distribuídos em configuração 3.0.2 que pode ser expandida para 5.1.2 com subwoofer e caixas surround opcionais da WiiM.
O recurso mais chamativo é a tela touch circular de 2,1 polegadas coberta por vidro, embutida no topo da barra. Ela exibe capas de álbum, controles de EQ, faces de relógio e visualizações de áudio — um toque que nenhuma soundbar concorrente oferece. É bonito e funcional: permite ajustar volume, trocar fonte e navegar menus sem pegar o celular.
Conectividade e calibração
A WiiM Bar suporta HDMI eARC, entrada óptica e line-in. Os formatos de áudio incluem LPCM, Dolby Atmos, Dolby TrueHD, Dolby Digital Plus, AC3, DTS e DTS:X — uma lista mais completa que a da Sonos Beam, que não decodifica DTS.
O RoomFit é o sistema de calibração automática de sala da WiiM, que analisa a acústica do ambiente e ajusta a resposta da barra. Funciona de forma semelhante ao Trueplay da Sonos, mas usando o microfone embutido na própria barra em vez de exigir um iPhone.
A conectividade sem fio inclui Wi-Fi e Bluetooth, com acesso a todas as plataformas de streaming via o app WiiM Home. Disponível em preto fosco e branco fosco.
Preço e disponibilidade
As pré-vendas foram abertas em junho de 2026 nos Estados Unidos por US$ 479 (aproximadamente R$ 2.750 em conversão direta). Ainda não há previsão oficial para o mercado brasileiro, mas considerando que a WiiM já tem presença em lojas especializadas no Brasil, é provável que chegue no segundo semestre de 2026.
O posicionamento é cirúrgico: mesmo preço da Sonos Beam, mas com drivers Atmos físicos, DTS:X, tela integrada e calibração que não depende de iPhone. A WiiM está apostando que funcionalidade extra ao mesmo preço é argumento suficiente para roubar compradores da Sonos.
Se a WiiM fez com streamers de US$ 100 o que marcas consolidadas faziam com aparelhos de US$ 500, imaginem o que vai fazer com soundbars.
Redação Guia do Áudio